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14 de setembro de 2013

A Mediunidade e Nós...

Amigos, olá!

Por mais falada e pesquisada, chegamos, a uma conclusão, que inúmeros pesquisadores Espíritas (termo usado apenas para designar aqueles que seguem a Doutrina Kardecista), espiritualistas, pesquisadores da psicologia ou parapsicologia, , de que todos somos Médiuns.

É inerente em cada um a capacidade de captar a realidade extrafisica, seja de inúmeras maneiras, e com o tempo que cada um determinou para si antes de encarnar.



As formas de se estabelecer contato com o invisível, variará de pessoa a pessoa, seja ela médium ouvinte ou auditiva, seja o vidente, seja o intuitivo, ou o psicógrafo intuitivo ou mecânico.

Não há apenas um espírito mantendo contato com o médium que muitas vezes é denominado de “Aparelho Mediúnico”, ou seja, com semelhança de um rádio que capta certa frequência e a transmite, de acordo com o que sabe PODER, repassar ou filtrar, pois muitas orientações passadas ao médium não devem ser ditas a quem quer que seja, servindo apenas para harmonizá-lo com quem naquele instante estabelece o contato.

Em casos mais usuais se observa a linguagem simbólica dada ao Médium, em especial quando o assunto, lhe diz respeito de forma direta.



Cabe, nesses casos a cada um, fazer a interpretação, individual e serena, do que viu, ouviu e que lhe chamou atenção.

Muitas vezes, em conversas informais, surge uma frase ou uma expressão, que repercute de forma diferente na nossa percepção.

Pense, escreva e aguarde, muitos alertas são dados assim, por amigos invisíveis, é importante estar atento a isso. Por outro lado, se presencia uma cena, e pode haver a sensação do “Dejavú”, ou simplesmente, parecer que se esta vendo a cena de fora, é bem comum... E a análise do que quer ser passado fica mais fácil.

Espíritos Mensageiros, quando percebem no médium a vontade sincera (Sem Cera) de servir, o fazem sempre de forma simbólica e indireta. Nunca se deve esperar que a respostas a questionamentos individuais surjam como um texto ou livrinhos de normas e condutas, isso não existe, pois interferiria naquilo que cada ser encarnado possui de maior valia dada pela Divindade: O Livre Arbítrio.

Logo, se disserem a você em qualquer templo ou local que vá, que você possui mediunidade, saiba que é dada a todos, mas se afirmarem que você PRECISA desenvolver, fique alerta!


Cada um sabe o que deve e como pode ou deve guiar sua vida, e todas as implicações que essas tarefas trazem, logo, se for cobrada de você essa postura que gerará em sua vida transtornos, ignore, pois não se é feliz sem ter desenvolvido a mediunidade como não se é infeliz por causa dela.

O Desenvolver ou não, é tarefa de “Livre Escolha”, até por ser um ato de amor e doação, como fazer isso se causará transtornos e infelicidades futuras?

Os seres humanos são falhos, todos somos, e sujeitos a erros, mas também responsáveis por nossa felicidade.



Nunca entregue as rédeas de sua vida a quem quer que seja, se você não estiver seguro (a) desta decisão.

Muitas vezes observei escravos, que não queriam ser libertos...Não esqueça, nada que estiver na sua rota encarnatória, mudará ou deixará de ser dado ou firmado na lei do resgate justo do carma.

Portanto, servir, serve-se de várias formas... O importante é ter-se consciência disso.


Abraço Fraterno.

Mara Bahia.

21 de maio de 2013

O Nascer do Sol...

Olá...

Uma das coisas que mais me encanta, quando na praia, é observar o nascer do sol.

Confesso que poucas vezes fiz isso, mas a força energética , da água sendo suavemente clareada pela beleza “do farol da Divindade”, nos fortalece sem sombra de dúvidas, o corpo, a mente e o espírito.

Pois então, ai começa outro causo, que aconteceu na minha vida espiritual e creio pouco ter falado, pois muitas vezes o medo de sermos mal compreendidos nos faz deixar lá para frente.


Estávamos passando na casa de meu pai, na praia, e era muito cedo, pois ele havia perdido o sono, por preocupações que não sabíamos, e convidou minha mãe e a mim, para irmos a beira do mar ver o sol nascer, já era dia claro, mas faltava o astro rei.

Rapidamente, nos dirigimos até a beira do mar, e lá ele diz a minha mãe, que estava com um dilema, que teria que resolver na segunda feira.Perguntado o que seria, responde-nos que um senhor, que freqüentava o Templo Kardecista, do qual meu pai era Presidente Material, queria como forma de agradecimento, aos membros da mesma, doar um apartamento,  que ele possuía, pois havia vendido uma casa, e o imóvel que morava era próprio.



Esse senhor, e a sua esposa, freqüentadores assíduos do local, possuíam uma filha,  em estado de vida vegetativa, dependendo de ambos já com certa idade, para tudo.

Meu pai, tentou demovê-lo desta idéia, pois segundo nos contava, enquanto o sol iniciava seu esplendor diário, o dinheiro da casa vendida, logo acabaria, pois a filha necessitava de remédios, que ele como aposentado, logo passaria a sentir falta.

Por outro lado, havia, como sempre há, aqueles que queriam aceitar a doação, “pela boa causa”, pois iriam vender o apartamento e fazer melhorias no TEMPLO.


Como meu pai e o tesoureiro, eram amigos de muitos anos, e se tratavam por irmãos, pois pensavam da mesma forma...

Quando o sol, chegou sobre todo o mar, que se podia confundi-los em um só amarelo ouro, minha mãe até então calada, disse a ele, peça um prazo para decidir se o Templo, vai ou não aceitar...

Sempre se pensa melhor no mar, ainda mais naquele instante de maravilhosa visão, surge a resposta que ele esperava de forma calma, clara e sábia.

E assim foi....


Na segunda- feira, para a indignação de alguns, como sempre quando assunto é dinheiro, foi feita a proposta de que ele pensaria na doação do seu apartamento, e que dali a seis meses, se essa fosse a sua vontade, então seria aceito...

Não destituíram meu pai, porque ele era, juntamente com o tesoureiro, um dos membros mais antigos da Casa, e como a palavra “ganância”, é renegada pelo exemplo de Chico Xavier, e todos os grandes espíritas. Esperaram...

Passados quatro meses, a filha deste casal desencarna, e logo após, uma enfermidade emocional, em sua esposa, o marido fez-se vender o apartamento, para ambos poderem ter na velhice, uma vida mais tranqüila, e poderem viajar, ver coisas e pessoas novas, pois havia trinta anos, que ambos cuidavam daquela única filha...



Bem, ambos duraram mais 30 e 35 anos respectivamente, com tranqüilidade e conforto, com o uso daquilo que ambos haviam conquistado.

Como é lindo, caminhar no nascer do sol, a beira mar, vendo o :“Astro Rei, inundar ele sim, as verdes águas de Yemanjá de Ouro...”.



Um fraterno abraço e ótima reflexão...
Mara Bahia.