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21 de maio de 2013

O Nascer do Sol...

Olá...

Uma das coisas que mais me encanta, quando na praia, é observar o nascer do sol.

Confesso que poucas vezes fiz isso, mas a força energética , da água sendo suavemente clareada pela beleza “do farol da Divindade”, nos fortalece sem sombra de dúvidas, o corpo, a mente e o espírito.

Pois então, ai começa outro causo, que aconteceu na minha vida espiritual e creio pouco ter falado, pois muitas vezes o medo de sermos mal compreendidos nos faz deixar lá para frente.


Estávamos passando na casa de meu pai, na praia, e era muito cedo, pois ele havia perdido o sono, por preocupações que não sabíamos, e convidou minha mãe e a mim, para irmos a beira do mar ver o sol nascer, já era dia claro, mas faltava o astro rei.

Rapidamente, nos dirigimos até a beira do mar, e lá ele diz a minha mãe, que estava com um dilema, que teria que resolver na segunda feira.Perguntado o que seria, responde-nos que um senhor, que freqüentava o Templo Kardecista, do qual meu pai era Presidente Material, queria como forma de agradecimento, aos membros da mesma, doar um apartamento,  que ele possuía, pois havia vendido uma casa, e o imóvel que morava era próprio.



Esse senhor, e a sua esposa, freqüentadores assíduos do local, possuíam uma filha,  em estado de vida vegetativa, dependendo de ambos já com certa idade, para tudo.

Meu pai, tentou demovê-lo desta idéia, pois segundo nos contava, enquanto o sol iniciava seu esplendor diário, o dinheiro da casa vendida, logo acabaria, pois a filha necessitava de remédios, que ele como aposentado, logo passaria a sentir falta.

Por outro lado, havia, como sempre há, aqueles que queriam aceitar a doação, “pela boa causa”, pois iriam vender o apartamento e fazer melhorias no TEMPLO.


Como meu pai e o tesoureiro, eram amigos de muitos anos, e se tratavam por irmãos, pois pensavam da mesma forma...

Quando o sol, chegou sobre todo o mar, que se podia confundi-los em um só amarelo ouro, minha mãe até então calada, disse a ele, peça um prazo para decidir se o Templo, vai ou não aceitar...

Sempre se pensa melhor no mar, ainda mais naquele instante de maravilhosa visão, surge a resposta que ele esperava de forma calma, clara e sábia.

E assim foi....


Na segunda- feira, para a indignação de alguns, como sempre quando assunto é dinheiro, foi feita a proposta de que ele pensaria na doação do seu apartamento, e que dali a seis meses, se essa fosse a sua vontade, então seria aceito...

Não destituíram meu pai, porque ele era, juntamente com o tesoureiro, um dos membros mais antigos da Casa, e como a palavra “ganância”, é renegada pelo exemplo de Chico Xavier, e todos os grandes espíritas. Esperaram...

Passados quatro meses, a filha deste casal desencarna, e logo após, uma enfermidade emocional, em sua esposa, o marido fez-se vender o apartamento, para ambos poderem ter na velhice, uma vida mais tranqüila, e poderem viajar, ver coisas e pessoas novas, pois havia trinta anos, que ambos cuidavam daquela única filha...



Bem, ambos duraram mais 30 e 35 anos respectivamente, com tranqüilidade e conforto, com o uso daquilo que ambos haviam conquistado.

Como é lindo, caminhar no nascer do sol, a beira mar, vendo o :“Astro Rei, inundar ele sim, as verdes águas de Yemanjá de Ouro...”.



Um fraterno abraço e ótima reflexão...
Mara Bahia.

20 de maio de 2013

Fantasmas não existem! Existem, sim, espíritos em sofrimento...


Olá...

No inicio da década de 70, fomos eu e meu irmão caçula, passar nossas férias de verão em Mato Grosso hoje, na casa de meu irmão mais velho.

Logo após ele entraria em férias, e um amigo emprestaria a fazenda, para passarmos dez dias, e conhecer o pantanal, tão famoso ainda mais para dois adolescentes, que moravam em apartamento, e pouco contato tínhamos com a Natureza.

Bem, ao chegarmos lá, percebemos que a fazenda localizada a cerca de uma hora de Bela Vista, no Paraguai, não possuía, luz e água encanada, ou seja, era a típica fazenda do interior mesmo!
Lembro, que as atividades iniciavam às três horas da manhã, quando os dez peões e o capataz acordavam, e com o era fazenda de criação de gado, iam levá-los até o pasto.



A casa, possuía uma configuração estranha, pois era imensa, mas onde ficavam as camas de casal e os dois quartos, eram apenas separados por cortinas, com o restante das camas, era isolada da parte onde ficava uma grande cozinha, um local onde sentávamos para conversar, e a porta que ia para a varanda. O estranho, é que as peças quase não possuíam aberturas para rua, e no quarto onde ficamos, eu e o meu irmão, o casal e as crianças, com a babá, tinham apenas uma janela e uma porta.

A saleta também era confusa, a porta de entrada e saída e três janelas, compunham aquela casa estranha, que nos fazia ficar uma boa parte da noite na varanda, até o sono derrotar-nos e entrarmos para dormir.

Havia ali um senhor, pretinho como um carvão, de cabeça branca, que era habitante dali desde bebê, pois seus pais também eram cria daquela casa...



Eu, ainda estava iniciando minha vida mediúnica, naquele ano faria meus 15 anos, e desconhecia muito o aspecto obsessivo que ali se instalará.

A esposa do proprietário, permanecia conosco durante o dia, mas nos disse que nunca dormiria lá, desde que soube de um fato ocorrido, e que tinha visto coisas que nem queria mencionar.
Aquilo foi no primeiro dia, eles foram embora por volta das dezoito horas e os peões, eram trancados em um galpão, próximo pelo lado de fora, com cadeados, após a verificação se todos estavam lá dentro...

Meu irmão, foi várias vezes com o capataz, fazer esse ritual, que nos lembrava escravidão...
Bem, na primeira noite, tranquilamente dormimos, no outro dia, fomos acordados por um perfume delicioso de café, geléias, doces e bolos, feitos pelas duas senhoras que cuidavam da alimentação de todos ali.

Quando tentamos, por curiosidade mesmo, querer saber ao que se referira anteriormente à dona da fazenda, todos desconversaram, e disseram que era só lenda.


Era, o que bastava para eu ficar com mais curiosidade, que só aumentou quando a noite, estávamos já recolhidos, ouvimos uma bordoada na janela do quarto, próximo a cama, onde meu irmão e cunhada dormiam, e a janela abriu-se, como fosse de papel... E já havíamos percebido, arranhaduras nas paredes próximas as janelas, e sinal de que era pelo lado de dentro, havia também, marcas que lembravam lascas de madeira tiradas a faca... Nossa...

Acordamos aos berros, das crianças e o meu... Assim, meu irmão e o capataz armados, saíram a voltear a casa, e revisaram a rua, onde os barulhos de arranhões aconteciam, próximos a eles, mas nada era visualizado,apesar de estarem somente, a luz das lanternas...

Amanheceu, e todos nós mudamos, para o quarto da tal janela, onde estavam o casal e sem pensar, acampamos no Pantanal...risos.

Ao amanhecer, fomos todos rodear a imensa casa de madeira,  e onde a janela havia aberto, foi necessário trocar a tramela, e meu irmão, quis permanecer acordado na noite seguinte, juntamente com aquele pretinho e seu rosário, que se tirasse da mão colocava no pescoço, mais o capataz, de “tocaia”, pois para ele (meu irmão),era alguém querendo causar pânico em todos, uma vez que, sempre se posicionou na sua vida, até então como ATEU.

Eles, no escuro e nós acampávamos (dentro de casa, risos), e novamente iniciou,  as arranhaduras,  como garras, os murros na mesma e única janela, e eles ali... Mais uma vez, nada foi visto...



Antes de completar 5 dias, dos dez que ficaríamos ali, resolveu meu irmão, para que nos distraíssemos, irmos conhecer um Cassino, no Paraguai...

Ali do lado da rua, está separava Brasil – Paraguai, ficando na casa meu irmão, o capataz, que assim como eu, adorava uma “proseada”, sua esposa, as crianças e a babá.

Quando chegamos, de volta, estavam todos na rua, com nossos pertences e o Pretinho cujo nome não recordo, porque ele dizia não ter, pois o chamavam de “negrinho”, e esse era o seu nome,disse-nos, agarrando seu rosário: “eles conseguiram, tiraram vocês do quarto deles...”

Foi o que bastou, para ali mesmo, depois de todas as hipóteses lógicas, serem levantadas, as crianças no frio, todos gelados, que minha cunhada disse:

“Eu quero saber quem são essas pessoas que fazem isso e porque...”.

O senhor, olhou para o capataz, e este confirmou com a cabeça e ambos repartiam a tal história...

“Dois dos peões, ainda na época do pai deste senhor, que era o dono na época, por causa de uma briga de jogo, resolveram decidir, a contenda na base da briga de faca.
Um deles, dormia naquele quarto, onde por ser de confiança do Patrão, cuidava do material da casa. O outro, morava junto aos demais, no tal galpão, que não era cadeado na época, por fora.
Ao ir, até a janela, chamar seu desafeto, para que na luz da lua, resolvessem as suas diferenças, o outro, pelas costas o degolou, na rua, onde já o aguardava!”



Constata-se hoje, de acordo com o que sabiamente, ouvi ainda menina, que o ódio que os unia, os mantinha ali, em total ignorância de tempo materialmente falando, eu creio que talvez nem nos percebessem, éramos, apenas, pessoas que ocupavam o lugar onde dormia, o assassino, e antes que você pergunte: “e o assassino que degolou o outro pelas costas?”.  Este, estava ao lado com um punhal cravado no peito.

Pode ser mais uma história, entre tantas que se  ouve, mas para aqueles dois espíritos mais de quarenta  anos depois, despertavam medo, e recebiam com muita meiguice, a oração de Seu Negrinho, que na época me disse e, eu não compreendi: “Esses dois não enxergam nada,o ódio os cegou...”.



Hoje eu compreendo, e Deus tenha lhe ouvido as preces, e os livrado de lá...




Fraterno Abraço...
Mara Bahia.

13 de maio de 2013

A Data de Hoje...

Há muitos anos, enquanto mal amanhecia , entra correndo e eufórico num vasta galpão de madeira, o dono de três fazenda em Bagé(interior do Rio Grande do Sul),herdada do pai e diz para os escravos que em volta da fogueira estavam : “VOCÊS ESTÃO LIVRES...”!!!



Os negros se entreolharam, sorriram com carinho e o Pai de muitos ,mais velho de todos pergunta humilde,forma que a  idade lhe ensinou, o que era ser livre?

O Senhor jovem que era, não percebeu nos olhos de todos uma grande gratidão e preocupação: “vocês podem ir embora”, disse ele.



“Pra donde sinhô?”, pergunta, o negro, na sua sabedoria lhe conta então: “nhôzinho, nós é livre, já nos tempos de seu pai, e ontem um encantado todo, todo alumiado ,que nem luz de lampião disse que nóis pedisse pra ficar nesse garpão onde sempre fomo tratado pelo seu pai, feito irmão,acho que era ele, apesar de nhô não crer, nego veio enxerga eles, lá de longe onde eles tão”...

E assim, continuou...
"Essa negada toda quer continuar a carpi, cortar lenha, ficar com as famias e nóis lhe pede nos dê o pão, pois nóis só fumo escravos, antes de libertação, que nos deu o iluminado que nóis  sempre tratou feito irmão..."
Dos olhos do jovem senhor, vendo à calma e mansidão que a noticia trazia ,resolveu naquele instante como prova de libertação, abriu a porta do galpão, que há muito não tinha corrente nem era prisão e disse ao velho sábio e orientador, que ficava por conta deles, qualquer atitude de movimentação.



Quem quisesse ficar, teria ali naquela fazenda garantido trabalho, lar e pão, além de um pouco de moedas, para atender as necessidades mais prementes, que eles teriam que aprender ... E ele ensinaria.

Era um novo tempo, e essa fazenda existe, essa história nos foi contada pelo proprietário, que lhe foi contada por seu avô, e ele hoje as restaurou, deixando como naquele tempo, e onde antes de seu avô ser o “sinhô”  havia um muro com correntes e esse herdeiro as conservou pois, para quem olhar saber, que ali, naquele local de Luz, onde muitos apanharam, hoje ele colocou uma cruz, em memória  desses negros, que jura ele as vezes escutar, os seus cantares, como se fosse um hino, de graças a “Deus e ao Sinhô...”!


Com esse texto e essa história que creio ser real, PRESTO MINHA HOMENAGEM, AS PRETINHAS E AOS PRETINHOS VELHOS, que com sua bondade, a muitos aconselham, aliviam e confortam.
Meu Amor, Carinho e Gratidão, MESTRES.





Abraço fraterno,
Mara Bahia.

9 de maio de 2013

Artistas & Artistas....

Olá, queridos.

Tudo bem?

Os textos que escrevo, não são apenas de cunho religioso, ou de coisas que acredito, mas também de fatos que vivencio e observo.

Dia desses, fui com meu filho, em um supermercado da capital e saindo do mesmo, com seu carrinho de compras, encontramos o ator Werner Schünemann.

Meu filho me chamou, como bom publicitário que é, o viu de longe, e disse: 
“Mãe olha o Bento Gonçalves”...


Papel este representado, de forma brilhante por ele, na minissérie Casa das Sete Mulheres...

Eu, super feliz com o ator Werner Schünemann...

Paramos os dois e ficamos o olhando, com cara de fãs de mesmo, e ele percebeu, parou o carrinho e nos cumprimentou sorrindo, com os lábios de sol, e olhos cor do mar da Bahia e seus coqueiros... É muito lindo ao vivo, a TV não lhe faz a  justiça.devida! (risos)

Não tive dúvidas, e pedimos para tirar uma foto. O famoso ator sorrindo deixou seu carrinho, tirou fotos, me autorizou o uso de sua imagem, que vamos colocar no “facebook”, e depois de dez minutos saiu sorrindo, deixando a nós e os que observavam, admirados com sua delicadeza.

Bem, em contraponto,há pouco tempo atrás, entrando na única Churrascaria, que vamos aqui perto de casa, de amigos de juventude de meu marido, estavam entrando dois jogadores de futebol, um deles do time que torcemos aqui em casa.


Ao vê-lo entrar, e nós saindo, pedimos autógrafo. Um dos donos da churrascaria de hábito vai conosco até o carro, conversando coisas da vida comum, amigo que é.


Pois o jogador do "nosso" time, de forma pouco amistosa, arrancou o papel da minha mão e colocou, em menos de dez segundos, a frase que creio deve colocar em qualquer autógrafo que dê: “abraços, do fulano de tal...”, um nome, ou melhor, apelido de 5 letras e, nem olhou para nenhum de nós.

Junto a ele, estava um outro jogador, desconhecido, dizem ser de um time Nortista, que com enorme sorriso, escreveu nossos nomes, deixou um abraço com carinho, e o outro já sentado de costas, creio para não ser reconhecido  e/ou "incomodado".

Bem, o que eu quero comparar, um Artista renomado, e um jogador de futebol.

O Artista reconhecido internacionalmente por seu talento individual, e que vai permanecer assim sempre, pois atua em forma coletiva, mas, tem talento por toda vida, e um jogador que também atua em grupo, mas, que tem tempo contado de “sucesso”...


Obs: não vou citar o nome do jogador, ele não merece o “nosso ibope”.

O que pensam pessoas assim? “Nosso Bento”, como brincamos eu e minha filha, poderia apenas passar, balançar a cabeça, e seguir, uma vez que estava com carrinho repleto de compras e logicamente, iria para casa repousar.

O outro, jogador, apenas entrava em uma churrascaria, onde iria jantar, e retornar a hora que lhe aprouvesse, para sua residência.

Para um desses jogadores, dirigimos nossas vibrações de carinho, pegamos os autógrafos e desse grosseiro, foi para lareira assim, que chegamos em casa. O do outro jogador, tenho junto, a foto de pessoas queridas, não  mascaradas e cheias de empáfia, que esquecem que não “são”, apenas estão.

Quanto ao “nosso Bento Gonçalves”, posto à foto com muito carinho e, a cada ocasião que o vemos na TV, peço a Deus que o proteja.

Então, se percebe a diferença, que podem as pessoas despertar em nós,em dez segundos ou dez minutos?

O Ser humano, culto,inteligente, e feliz, sabe que terá seu público sempre torcendo por ele e para ele, por apenas dez minutos, das 24 horas de um dia, o outro por dez segundos, terá sempre pessoas torcendo pelo time, que atua, mas querendo que ele erre.

É lei da vida amados, se conquista amigos, pessoas comuns, como somos nós, e fãs que somos admiraremos esses astros por décadas, ou por dez segundos poderemos vir a ignorá-los.


A energia imanada varia de acordo com o que percebemos vir   do outro, é errado? Sim, mas humano!


A pressa, o desdém, a falta de humildade, e a ignorância da criatura da sua importância, para aqueles que lhe pagam o salário, no caso do jogador, fazem com que meu marido e filho, deixem de ir ao estádio, se podem ver o jogo em casa.

Já ouvi deles: Fulano vai jogar?Estamos com dez jogadores em campo, então... !

E o atleta é muito bom, mas não aprendeu a viver...e ta machucado me parece!!!!!!!!!

Essa reflexão, eu faço diariamente, se deixei alguém sem uma resposta, desde um e-mail, ou até no dia-a-dia, na corrida que é nossas vidas, pois esses dois exemplos claros, não  lembrando de outros, não atores ou atletas, que fazem o mesmo, me fazem pensar: Como será a colheita?

Quem fica com a carga energética negativa de duas ou três pessoas? Ou até mais?

Quem conquista simpatia, e que recebe um grande carinho? A vibração carinhosa o seguirá pela vida toda...

As nossas escolhas sempre nos definem na vida, e teremos as respostas delas em nós.

Ame, sem medida, pois você nunca sabe o que estará semeando no desamor.

Recordo, que quando entramos no carro, meus dois colorados (marido e filho), eu também sem muita paixão,comentaram entre eles: Tu viu? Ele nem nos olhou..o.Bobalhão!

Meu marido de forma sarcástica disse: "Dá outra vez guri, tu trás um apito...”, risos... Vai ver foi isso...Faltou o apito...

Um excelente final de semana a todos e a todas as Mães de todo Universo.
Que o Grande Arquiteto dos Mundos abençoe a todas, onde estiverem...



Meu Abraço Fraterno,

Mara Bahia

6 de maio de 2013

A Pergunta de Uma Mãe...

Olá, queridos!

Bem, a cada texto, vem uma história a mente e a gente pensa: “nossa como não lembrei disso antes...”

Há vinte oito ou vinte nove anos atrás, uma amiga de tempos de universidade, me avisa, assim como as outras colegas, que com os anos viraram amigas, nos 4 anos de convívio diário (tempo de duração do curso), que iria ser mãe.

Ficamos todas felizes, pois ela era do nosso grupo a única que não tinha bebê, e possuía uma enorme vocação para maternidade.

Passado algum tempo, nos falamos todas por telefone, as outras amigas, começaram a ficar preocupadas com o silêncio dela, e pelos cálculos, o bebê já teria nascido (foram muito mais de 40 semanas...).

Tentei ligar, caiu na secretária, eu deixei vários recados, perguntando como ela estava...


Pela noite, ela liga e pede que convidasse em nome dela, as demais amigas, para irmos tomar um café com ela, e conhecer o bebe já com 15 dias.

Dia marcado lá estávamos, para conhecer o gurizão, e quando ela abriu a porta víamos uma pessoa extremamente cansada, pálida e com olheiras imensas.

Ela nos contou então, que o bebê havia nascido sem a ligação do esôfago ao estomago, e sim, ao pulmão. O bebê já tinha, inclusive, sido submetido, a uma cirurgia nas primeiras 24 horas de vida.

Ela, havia sido avisada que ele talvez não sobrevivesse, e até um ano, ele poderia se engasgar e falecer.

Lembro como se hoje fosse... Sobre a mesa da sala de jantar ela havia montado com enorme carinho: café, pães e doces, e tudo que ela pode fazer, juntamente com sua mãe para nos receber.

Eu percebi, que perto da cama do menininho, havia uma térmica de café, pois ela não dormia à noite, vigiando o sono do bebê, que a cada dez ou vinte minutos engasgava...

Enfim, num ímpeto, de quem já tinha um filho, e percebia a exaustão dela, peguei o bebê, e disse para ela: “senta, e toma tu, o teu café, enquanto eu seguro, o bebê...”

Ela, mesmo surpresa, confirmou com a cabeça...

E então, continuei: “Ensina-me a destrancar (como ela dizia)...”.


 E após passar a primeira tosse, ela percebeu que poderia confiar em mim e, sentou e comeu, como segundo ela não fazia há 15 dias, pois as pessoas tinham medo, que acontecesse o pior, e se omitiam.

O pobre pai, se refugiava no trabalho e a noite, por duas vezes dormiu, deixando o bebê, quase sufocar, o que a fez perder a segurança em deixa-lo. E assim, viravam a noite, uma vez que, por questões familiares, ela podia contar com ajuda da mãe somente de dia.

Bem, depois que ela terminou seu lanche, me pediu para ir até o quartinho lindo do bebe, e me fez uma das perguntas mais difíceis da minha vida.

Ela sabia que eu era espiritualista, e trabalhava em passes, pois várias vezes, ela havia ido ao local, que eu frequentava, e seguia, a risca o que eu havia lhe pedido, de NÃO tomar passe comigo.

Então, ela me pede, que pelo amor de Deus, que orasse pelo filho, e perguntasse ao meu Mentor, que intuísse, se valia a pena todo sofrimento, pois estava extenuada, e começava a perder as esperanças.

Saiu do quarto ao meu pedido, e, orei pedindo a Deus, uma resposta, e minha mente se encontrava totalmente “branca”, pois após saber de tudo que ela enfrentaria, quase antecipando a mesma dor que eu teria alguns anos após, eu senti, dentro do coração, todo amor que havia nos olhos daquela mãe, e lembrando-se de minha mãe, da Mãe Maria de Jesus...


Então, quando ela entrou no quarto, seu olhar aflito e ansioso, eu afirmei,  sem medo de qualquer outra possibilidade, pois ali naquela amiga, estava uma mãe que amava: “Sim, eu senti o meu Mentor, e tu vais vencer essa tua luta, em um ano teu guri, vai estar totalmente curado...”.

Ela me abraçou, e chorando muito, agradeceu a Deus, pela resposta e juntas rezamos uma Ave-Maria, uma vez que ela é católica...

A cada crise, que os fazia ir de madrugada, para o hospital de pronto-socorro, a cada dia que ela com sua mãe, iam até o hospital, para mais exames, a cada vez que lhe era levantada a hipótese, de em uma dessas crises ele não iria voltar, ou seja, não resistir, ela dizia: “Eu sei, que ao término deste ano, ele estará curado...”.

E ao passo, que todos enfraqueciam, ela se fortificava, porque me falou que lembrava, daquilo que eu havia dito, e que era orientação espiritual.

E ela lutou, as semanas e os meses se passaram, e tivemos uma festa de um ano, dois anos, três anos, enfim, celebramos os casamentos, e logo será avó... E assim correram os anos...

Quando, eu enfrentava a minha provação, eu a tive ao meu lado, e após, quando tudo recomeçou, ali também estava aquela amiga-irmã , no primeiro ano de minha filha, no segundo, no terceiro, no nascimento de meu filho, um ano após ela ter tido uma menina...

Ambos hoje têm suas famílias. Falamos-nos pouco, pois eles mudaram para o interior, mas quando falamos, é como se o tempo em que estivemos longe, nunca tivesse transcorrido.

Assim se formam laços, nossos maridos jogavam bola juntos, a nossa amizade forjada na dor da angústia e na crença leal em Deus, fez com que conseguíssemos superar dores, e volto a afirmar a importância de falar, e a necessidade de calar.

Você pode pensar: “Ah, mas tu mentiste...”.

Eu lhes respondo: Não, eu omiti que não havia sentido nada, eu agi como um grande Orientador me ensinou, de forma carinhosa e fraterna na figura de um preto velho, se não souberes o que dizer pense em Maria...


Hoje transcorrido muitos anos, que voaram como um lindo texto que recebi por e-mail hoje falando do tempo em nossas vidas, muitas vezes penso em Maria, nome de minha amada mãe, e na Mãe de todos, por amor a humanidade.

Para todas as Mães, eu ofereço esse texto na proximidade de seu dia, pois li, uma vez, em um livro, que não me recordo autor: “Quando Deus, está cansado e adormece, pede as Mães, para cuidarem do Mundo...”.

Abraço fraterno, e o meu amor sempre Mãe.
Mara Bahia

2 de maio de 2013

A Verdade e o Sonho...

Olá, queridos...

Bem, há cerca de vinte anos mais ou menos eu fazia um tratamento para redução de peso, com um especialista na área, ou seja, um endocrinologista, que eu ia a cada 15 dias.

Ao lado do consultório, havia várias lojas comerciais e demais consultórios. Como meu médico sempre atrasava, a dona da loja ao lado, me via ali esperando, e começamos uma amizade duradoura e que até hoje mantenho, graças a um caso ocorrido na família dela.

Eu teria consulta em uma terça feira e ela liga para minha casa do local onde trabalhava na segunda, pedindo que se fosse possível, ela queria falar comigo antes da consulta, ou seja, 13.30.

Logicamente fui, pois ela havia dito ser impossível falar por telefone, e teria que tomar uma  decisão até a noite de terça.

Lá chegando, ela me abraçou chorando e iniciou a falar de forma que eu não entendia, começo meio ou fim.

Então tratei de acalmá-la e perguntei o que havia acontecido uma vez que sabia que o pai dela havia desencarnado a menos de um mês e a isso atribuí toda emoção e descontrole.

O pai dela ,antes do desencarne ,reuniu em sua casa, totalmente lúcido, com total ciência do término iminente de grave enfermidade, e fez com que essa minha amiga, juntamente com outros quatro irmãos (eram duas mulheres e três homens), escrevesse as últimas vontades dele, e como queria que seus bens, pois era viúvo, fossem distribuídos para cada um.

Como possuía muitos bens, ficou acertado o que seria de quem, e  queria que todos de forma fraterna ,aceitassem ,sem discussão ,pois havia sido justo.

Realmente, me confirmou ela, que a cada um ele sanava as necessidades e, todos emocionados assinaram, perante ele esse rascunho, que ela redigiu.

Quando estavam os filhos, confusos e tristes com a partida do pai, surge a novidade:  A irmã dela, disse haver sonhado com o pai e ele havia pensado, e mandado dizer : “do outro lado da vida”, que tinha mudado seus desejos, e resolveu deixar os bens todos, antes repartido para os filhos, para os netos, filhos desta irmã que havia sonhado,  e jurado ser verdade essa afirmativa!

Como ela sabia que eu sou espiritualista, e eles apesar de serem católicos, sem muita s convicções, ficaram sem saber, se seria possível o pai mudar assim, o que antes era seu desejo.

Veio a pergunta, quem conhece alguém que acredita em espíritos e “essas coisas”, ela se lembrou de mim.

Eu a ouvi com atenção e, sabia que não poderia dizer nada muito além do que eu acredito, pois a dúvida me parecia mais absurda que a própria revelação, feita pela irmã.

Eu perguntei a ela: Como era teu pai como pessoa?

Muito seguro e decidido,respondeu.

Continuei entrando naquele mar bem devagar, como se deve fazer em praias desconhecidas, e o que tu acha desse sonho?

Ela então me explica que, como havia dito aos irmãos que iria falar com uma amiga,que era “dessas coisas ”risos... Haviam acordado, que se reuniriam a noite, na casa desta minha amiga e decidiriam seguir o sonho, ou a vontade expressa em vida.

Eu pensei,e falei: olha de acordo com o que EU acredito, teu pai sendo o pai que me descrevestes está muito longe daqui. Quando ele escreveu por meio de tuas mãos, a vontade dele de forma clara livre e desprendida era essa a real vontade dele.

Ela me escutava atenta,e acrescentei, EU creio que jamais, ele voltaria, até porque deve estar em recuperação no plano espiritual, para redefinir ,o que já era decidido.

Ela pareceu cair em si, e disse, pois é, ele no sonho só beneficia os filhos da minha irmã, que safada!... (nota: eu também achei)

Enquanto ela já mais calma e tranquila, me perguntou se seria maldade ou ganância da irmã recordei, o transtorno que nossas palavras, e o que pensamos, podem causar em uma família, e disse, eu acho que tua irmã, foi vitima de um obsessor....

Ela arregalou os olhos e disse pode acontecer isso? O que é obsessor, e eu lhe expliquei ,que muitas vezes a dor ,fazia com que a pessoa ficasse vulnerável a “espíritos ruins”,era a língua que ela entende.Pobre obsessor, que ali não havia, e sim a “ganância encarnada”.

Sei que poderão dizer, como se pode afirmar que a irmã, não seria vitima de um processo obsessivo.

Pelo fato de que era a única que queria que seu sonho fosse seguido à risca e,havia se negado a participar da reunião com os demais.

Ela, minha amiga, me perguntou se eu podia se houvesse problemas, falar com os irmãos, para eles também perceberem o que ela havia, percebido por si mesma, apenas bastou refletirmos juntas.

Eu aprendi, que muitas vezes ,segundo o próprio André Luiz,vale mais a pena um susto, do que um tapa .


Disse a ela que ligasse dali, e falasse para a irmã, que tua amiga Umbandista, havia dito que ela precisava banhos de descarga de ervas, e que não havia sido o pai, no tal sonho,risos...

Ela prontamente, ligou e disse o que eu falara para a irmã, que apavorou-se não com as ervas, mas com a “amiga Umbandista”,e encerramos assim a tarde pois todo esse  assunto me fez perder e remarcar a consulta.

A reunião de família a noite transcorreu na mais perfeita calma, e essa irmã, nem quis saber de ervas, nem de mim. ACREDITOU no que eu havia dito, e prometeu rezar por mim, por ter esclarecido a Família. Se rezou, e para que rezou,  eu não sei, mas naquela noite, eu sonhei com uma Luz ,em forma de Paz e muita Alegria .

Nunca em minha vida e  me senti tão repousada como pela manhã ,quando ela me liga e conta o resultado: FARIAM A VONTADE DO PAI.

Por isso, que quando vai se fazer uma afirmação sobre a VIDA FAMILIAR das pessoas ,temos que tomar muito cuidado, com o que se vai dizer ,e como vai-se dizer .


Pois, eu dissesse o que “eu” pensava, realmente, acabaria com a vida daqueles irmãos, que não cumpririam a vontade do pai, e com certeza, cada um tomaria seu rumo.

Muitas vezes, basta ajudar a pessoa emocionalmente abalada a pensar!Com amor e carinho fraterno, antes de tudo.

A verdade que eu tinha, não era a verdade que eles mereciam ouvir. Por isso o presente que recebi: a noite mais perfeita de sono que já tive. OLHEM O FILTRO!!!!!!!!!

Pensem sempre nisso, antes de anunciarem, as suas VERDADES!pois podem ser remédios,ou cicuta.

 Um grande abraço fraterno,




Mara Bahia.