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9 de junho de 2013

O Pavor da Vida...

Amados, 

Observei e observo no transcurso diário de cada dia, o medo da vida.
Parece estranho?  Mas não é!

Conheço algumas pessoas, que desenvolveram a “doença do Pânico por terem sofrido perdas que não puderam superar”.


A medicina “médica”,  não as cura!

Cada um tem que fazer força para, quando tiver medo de gente, vá ao mercado de sua cidade, o público, onde há aromas, gritos de vendedores e você saiba, vai transpirar ter medo, mas se conseguir, sente em um banco e, se entregue a esse suposto “cruel curador”...

Cada vez que vencemos, eu digo por experiência própria, o medo do outro, começamos a sentir, que aquele que vende seu pão, peixe, doces ou pimentas, funciona como um ser alertador de que estamos vivos e precisamos vencer esse medo absurdo do semelhante, com o oposto, que o pânico que  nos provoca.


Se você vencer a si mesmo, mesmo que te perguntem se estas mal, ou precisa ajuda, você conseguir dizer: Grato, estou bem, de forma rápida e inesperada, vencerás o pânico, que nos incentivam, a cada dia ter de nosso semelhante.

Não pretendo que ninguém se descuide de sua segurança, pois a transição em nosso planeta nos implica o medo.

Mas se você vencer a si mesmo com alternativas como já fiz um dia, de ir caminhar em uma avenida repleta de pessoas, sons e gritos, ou sentar no mercado público, tomar aos poucos um suco, ouvindo e se sentindo “entre humanos”, como você, as dores cessarão e terás vencido a ti mesmo, nos medos absurdos que sempre nos sucedem, e falo por experiência, após uma perda.



Essas perdas fazem parte, a gente perde amores para outros amores, perde amados, que retornam ao plano maior, perde emprego, que nos fazem desprover nossos lares, mas o mais importante é a capacidade de novamente ir atrás das perdas... E vencê-las, eis a vitória!

E olha, se consegue! Deus tira de nós amados, para nos dar outros, tira empregos, onde nosso trabalho será melhor reconhecido, e busca para Casa, dor maior, aqueles que Ele nos confiou a guarda.


A doença do pânico, pode ser vencida por cada um de nós, basta à vontade de contradizer, de dizer basta ao que ela nos ameaça.

Eu a venci uma vez, e talvez caso a tenha, a vencerei novamente...

Porque amados, descobri o antídoto!


Meu carinho, sempre, uma semana de Luz...



Abraço fraterno,
Mara Bahia.

6 de junho de 2013

O Medo de Errar...

Olá... tudo bem?

Então, novamente, me vem à memória o fato de uma conversa que tive com uma senhora, sobre sua religião.



Ela me contava que como era de uma Casa de Culto Afro, e possuía um Pai, de “cabeça”, que lhe exigia muitos compromissos em seu templo e também, como forma de “humildade”, escalava um numero de médiuns, para que fizessem limpeza na sua casa todos os sábados, revezando, isso de acordo com, quem ia em um sábado, estavam liberados no outro.

Acontece, que não era limpeza espiritual não! Era “faxina não remunerada” ,enquanto ele e sua família saiam para passear, essas médiuns, arrumavam, lavavam, passavam, etc e tal...

Essa senhora, começou a ter problemas em casa, uma vez que, seu marido por não pertencer à mesma religião, era contrário, a essas atividades que ocasionavam, transtornos nos programas familiares, como ocorreriam em qualquer família, se não houvesse um comum acordo.


Bem, a maior angústia, que ela sentia, era que, achava um abuso, o fato desses exercícios de humildade, e sabia, ser uma forma absurda de exploração da boa fé, dos adeptos, mas temia, que se saísse desta Casa, ter seus Mentores “aprisionados”, no Terreiro. E ela, iria ficar sem a presença deles em sua vida, ou que, sendo contrária as ordens do “pai”, ele a condenasse como ameaçava a vários,como por exemplo: 

“TIRAR O AXÉ”, ou seja, condená-los a desgraças em cima deles ou da família.

Era complicada, a resposta, porque, ela amava seus mentores, e também a sua família. E se saísse acreditando que eles não a acompanhariam para outra casa, antes de dizer um basta, queria ouvir, de alguém uma opinião do que fazer...

Às vezes, nossa mente se abre ao plano Maior, e em frações de segundos, e dessa forma, se visualizam toda a situação de terror, as ameaças de desgraças, o trabalho espiritual desrespeitado, e a angustia pela resposta.



E me veio a Pedra de Toque, vá falar com seu “Pai de Santo” , e diga a ele, que por vontade de seus mentores, você não vai fazer faxina na Casa dele, e que se ele ameaçar você, ele irá se ver com eles.

Você acha que ela foi? Risos...

Foi embora, e sem me olhar dizendo: “Pois é a gente pede ajuda, uma orientação e recebe que deve ameaçar o “Pai”... o Axé será tirado de mim não de ti...”.

Portanto, como o que eu tinha para dizer não era o que ela queria ouvir, creio que deva estar fazendo faxina até hoje, e lembrando da minha orientação ou palpite, como uma afronta! Risos...




Admito que, refletindo depois, percebi, que o que ela queria, era dizer para o marido que a aguardava, que havia sido confirmado, que ela teria que continuar a fazer os trabalhos dentro e fora do Terreiro, pois seria “excomungada” ,se é que se pode fazer uma associação, por negar-se a obedecer, aquele que ela na verdade, queria continuar servindo. Sabe-se lá o que mais, não acrescentou ao que falei...

Muitas vezes, já coloquei em outra postagem, queremos que o cavalo voe e o pássaro carregue cargas e fardos.

Cada um tem sua forma de ser livre ou escravizado.


E assim acontece em todas as religiões, muitos sem perceberem, outros cientes, mas o medo, de desgraças e fatalidades terríveis, os fazem escravos de seres aproveitadores não da ignorância, pois muita gente com cultura e conhecimento se sujeitam, mas pelo temor, e falta de Fé em si, em seus irmãos na Espiritualidade, e em Deus, que sabemos, através de lições do Divino Amigo: 

“Nenhum fio de cabelo de nossas cabeças cai, sem que Ele haja autorizado!”
É de refletir....



Fraterno Abraço e até breve...
Mara Bahia.

31 de maio de 2013

Nem só na Terra, Nem só no Céu...

Olá, tudo bem?
É isso é, uma questão que muitas vezes observei e comentei com amigos e minha família, não podemos viver sem uma crença ou religião, que nos fortaleça, mas também jamais devemos deixar, que a religião tenha mais força em nós que a nossa vida familiar.
Quando observo, pessoas em desequilíbrio, é que um desses aspectos de sua vida esta pesando mais para um lado do que para outro.


Sempre, que me pediam opinião e hoje quando escrevo seja no blog, jornais ou e-mail  procuro deixar clara essa postura de que, se você é católico, vá a sua igreja com regularidade, assim como se evangélico, espiritualista, budista, o que for, escolha os dias que se dedicará a sua fé, e reparta os demais com sua vida familiar, amizades e lazer, se tudo pode ser em família, que bom!

Observa-se, com freqüência, pessoas que buscam dentro de templos de suas crenças, a salvação da alma, ou fazem deste local sua prioridade, esquecendo de acompanhar seus familiares em situações que nunca se repetirão como formaturas, aniversários, casamentos, e datas que com o tempo, se arrependerá de ter priorizado.

Eu confesso, que até perceber a importância destes fatores, priorizei minha religião, em vez  de minha família, até o momento, em que uma necessidade maior me fez abrir os olhos, e ver quem realmente necessitava de meu amparo, carinho e cuidado, e quem quando adoeci cuidou e zelou meu sono...


Por essas e outras amados, nossa fé, e Deus ,assim como nossos amigos espirituais estarão conosco ,onde estivermos, e é vital não esquecermos como um lindo texto que li de um irmão muito querido, é na família que fazemos e passamos nossas fases de crescimento espiritual, e com a certeza, de que justamente é, ali nosso maior compromisso.

Se você pode conciliar as coisas ótimo! Mas se tiver que optar ou perceber que o que antes era muito importante para a sua vida, deixou de ser priorize seus filhos, companheiro ou companheira. Eles estarão com você .

Problemas familiares? Quem não os tem? Os fanatizados que já nem família tem...logo, não tem problemas.


É na busca de soluções, e na procura do auxilio, para quem amamos, que  sejam felizes nessa luta, e para poder  vê-los  viver um amor incondicional e sereno com as pessoas que escolheram, e com as demais,que tenho certeza, estaremos cumprindo o que quando encarnamos, nos comprometemos a melhorar em nós e, nos que nos acompanham na vida.

Eu ontem, ouvia um cd do Toquinho, parceiro de Vinicius de Morais, que tem uma música, que “é meiguinha”, RISOS, e ele canta: “Desculpe amigo só tenho tempo pra ser feliz...”.


Aliás é o titulo da musica, linda e doce... “Tempo para ser feliz”.
Entre outras frases, em que a sensibilidade emociona, pelo fato de ser esse a meu ver, o que devemos ambicionar para nós.

Enfim, eu relendo meus blogs, que já estão em número de 63, observei esses dois ou melhor três chamamentos, que EU adotei para minha vida depois de muito estudar, observar e vivenciar fatos, pessoas, casos e coisas,  que são: AME, SEJA LIVRE, E FELIZ!


Essa é a melhor definição que posso ter para viver uma vida em PAZ, e ser quem busca a Iluminação individual compartilhando idéias, sou Aprendiz da luz!



Grande abraço fraterno,
Mara Bahia.

2 de maio de 2013

A Verdade e o Sonho...

Olá, queridos...

Bem, há cerca de vinte anos mais ou menos eu fazia um tratamento para redução de peso, com um especialista na área, ou seja, um endocrinologista, que eu ia a cada 15 dias.

Ao lado do consultório, havia várias lojas comerciais e demais consultórios. Como meu médico sempre atrasava, a dona da loja ao lado, me via ali esperando, e começamos uma amizade duradoura e que até hoje mantenho, graças a um caso ocorrido na família dela.

Eu teria consulta em uma terça feira e ela liga para minha casa do local onde trabalhava na segunda, pedindo que se fosse possível, ela queria falar comigo antes da consulta, ou seja, 13.30.

Logicamente fui, pois ela havia dito ser impossível falar por telefone, e teria que tomar uma  decisão até a noite de terça.

Lá chegando, ela me abraçou chorando e iniciou a falar de forma que eu não entendia, começo meio ou fim.

Então tratei de acalmá-la e perguntei o que havia acontecido uma vez que sabia que o pai dela havia desencarnado a menos de um mês e a isso atribuí toda emoção e descontrole.

O pai dela ,antes do desencarne ,reuniu em sua casa, totalmente lúcido, com total ciência do término iminente de grave enfermidade, e fez com que essa minha amiga, juntamente com outros quatro irmãos (eram duas mulheres e três homens), escrevesse as últimas vontades dele, e como queria que seus bens, pois era viúvo, fossem distribuídos para cada um.

Como possuía muitos bens, ficou acertado o que seria de quem, e  queria que todos de forma fraterna ,aceitassem ,sem discussão ,pois havia sido justo.

Realmente, me confirmou ela, que a cada um ele sanava as necessidades e, todos emocionados assinaram, perante ele esse rascunho, que ela redigiu.

Quando estavam os filhos, confusos e tristes com a partida do pai, surge a novidade:  A irmã dela, disse haver sonhado com o pai e ele havia pensado, e mandado dizer : “do outro lado da vida”, que tinha mudado seus desejos, e resolveu deixar os bens todos, antes repartido para os filhos, para os netos, filhos desta irmã que havia sonhado,  e jurado ser verdade essa afirmativa!

Como ela sabia que eu sou espiritualista, e eles apesar de serem católicos, sem muita s convicções, ficaram sem saber, se seria possível o pai mudar assim, o que antes era seu desejo.

Veio a pergunta, quem conhece alguém que acredita em espíritos e “essas coisas”, ela se lembrou de mim.

Eu a ouvi com atenção e, sabia que não poderia dizer nada muito além do que eu acredito, pois a dúvida me parecia mais absurda que a própria revelação, feita pela irmã.

Eu perguntei a ela: Como era teu pai como pessoa?

Muito seguro e decidido,respondeu.

Continuei entrando naquele mar bem devagar, como se deve fazer em praias desconhecidas, e o que tu acha desse sonho?

Ela então me explica que, como havia dito aos irmãos que iria falar com uma amiga,que era “dessas coisas ”risos... Haviam acordado, que se reuniriam a noite, na casa desta minha amiga e decidiriam seguir o sonho, ou a vontade expressa em vida.

Eu pensei,e falei: olha de acordo com o que EU acredito, teu pai sendo o pai que me descrevestes está muito longe daqui. Quando ele escreveu por meio de tuas mãos, a vontade dele de forma clara livre e desprendida era essa a real vontade dele.

Ela me escutava atenta,e acrescentei, EU creio que jamais, ele voltaria, até porque deve estar em recuperação no plano espiritual, para redefinir ,o que já era decidido.

Ela pareceu cair em si, e disse, pois é, ele no sonho só beneficia os filhos da minha irmã, que safada!... (nota: eu também achei)

Enquanto ela já mais calma e tranquila, me perguntou se seria maldade ou ganância da irmã recordei, o transtorno que nossas palavras, e o que pensamos, podem causar em uma família, e disse, eu acho que tua irmã, foi vitima de um obsessor....

Ela arregalou os olhos e disse pode acontecer isso? O que é obsessor, e eu lhe expliquei ,que muitas vezes a dor ,fazia com que a pessoa ficasse vulnerável a “espíritos ruins”,era a língua que ela entende.Pobre obsessor, que ali não havia, e sim a “ganância encarnada”.

Sei que poderão dizer, como se pode afirmar que a irmã, não seria vitima de um processo obsessivo.

Pelo fato de que era a única que queria que seu sonho fosse seguido à risca e,havia se negado a participar da reunião com os demais.

Ela, minha amiga, me perguntou se eu podia se houvesse problemas, falar com os irmãos, para eles também perceberem o que ela havia, percebido por si mesma, apenas bastou refletirmos juntas.

Eu aprendi, que muitas vezes ,segundo o próprio André Luiz,vale mais a pena um susto, do que um tapa .


Disse a ela que ligasse dali, e falasse para a irmã, que tua amiga Umbandista, havia dito que ela precisava banhos de descarga de ervas, e que não havia sido o pai, no tal sonho,risos...

Ela prontamente, ligou e disse o que eu falara para a irmã, que apavorou-se não com as ervas, mas com a “amiga Umbandista”,e encerramos assim a tarde pois todo esse  assunto me fez perder e remarcar a consulta.

A reunião de família a noite transcorreu na mais perfeita calma, e essa irmã, nem quis saber de ervas, nem de mim. ACREDITOU no que eu havia dito, e prometeu rezar por mim, por ter esclarecido a Família. Se rezou, e para que rezou,  eu não sei, mas naquela noite, eu sonhei com uma Luz ,em forma de Paz e muita Alegria .

Nunca em minha vida e  me senti tão repousada como pela manhã ,quando ela me liga e conta o resultado: FARIAM A VONTADE DO PAI.

Por isso, que quando vai se fazer uma afirmação sobre a VIDA FAMILIAR das pessoas ,temos que tomar muito cuidado, com o que se vai dizer ,e como vai-se dizer .


Pois, eu dissesse o que “eu” pensava, realmente, acabaria com a vida daqueles irmãos, que não cumpririam a vontade do pai, e com certeza, cada um tomaria seu rumo.

Muitas vezes, basta ajudar a pessoa emocionalmente abalada a pensar!Com amor e carinho fraterno, antes de tudo.

A verdade que eu tinha, não era a verdade que eles mereciam ouvir. Por isso o presente que recebi: a noite mais perfeita de sono que já tive. OLHEM O FILTRO!!!!!!!!!

Pensem sempre nisso, antes de anunciarem, as suas VERDADES!pois podem ser remédios,ou cicuta.

 Um grande abraço fraterno,




Mara Bahia.

24 de abril de 2013

Textos... um chá, uma lembrança e várias conversas...

Olá...

É interessante, como a nossa visão de importância, ou de ser o mais real dentro da aparente irrealidade, nos surpreende nas leituras o interesse nos textos.

Como já postei em outras vezes, nem sempre escrevo o que espero, o texto se modifica entre meus dedos e como só leio quando corrijo, muitas vezes percebo ser bem diferente que o imaginado.

Bem, quando escrevi sobre elementais, ou seres da natureza, eu achei que despertaria mais interesse que os elementares, até porque, apesar de parecer ficção ,a existência dos elementais, é provado, dentro do que “acredita-se”, por várias culturas, e épocas e se perceberem, muitos já os tivemos em trabalhos, dentro da umbanda na própria evocação as sereias dos rios, mares e lagos...

Mas o texto elementares chamou mais atenção, pela crença de que o ser humano ,não pode regredir ,o que não é verdade.

Sabe-se que pode involuir até apenas o princípio do chacra coronário como um cordão umbilical de ligação com o criador,na forma de um ovóide pouco maior que um ovo de pato, e menor que um ovo de ema.

Entretanto, esse processo, leva séculos para acontecer, e também depende da forma como esse espírito degenerou-se a tal forma.

Não há injustiças na Lei Divina, logo a colheita sempre se assemelha a semeadura...
A capacidade fantástica de amar ,se invertida para odiar, vai deformando, a forma perispiritual até essa degradação.

Mas já falei, sobre esses seres, e que apenas através  restabelecem sua forma perispiritual de forma lenta e gradual, a partir das reencarnações, e da aceitação de seus futuros pais terrestres,deles próprios, e  a capacidade de amarem-se.


Termos filhos perfeitos, é o sonho de cada casal que concebe, porém nem sempre isso acontece.

Conheci, por intermédio de minha mãe ,quando fazia meu enxoval para casar-me, um anjo em forma de mãe, que acolheu em seu corpo e coração cinco filhos homens, que tinham graus de deficiência física e mental, em graus diversos.

Ela era esposa de um empresário, mas como esse “muito raramente”, ia até a residência, pois viajava muito, dava-lhe suporte financeiro e, o prazer de revender roupas de cama, banho, mesa, para amigas para que se distraísse e ao mesmo tempo ficasse junto aos filhos, que com alegria enorme nos recebiam a cada visita, até ter completado minhas necessidades para construir minha casa,e torná-la em lar.

Era incrível a harmonia daquela família, que apenas tinha o filho caçula "normal", e era seu anjo de luz a acarinhar e cuidar também da mãe ,junto a 4 pessoas auxiliares, que diminuíam naquele pai ,o remorso de não estar ali...

A casa era linda, bem ampla para cadeiras de rodas, e circulação de tantas pessoas .

Mas sentíamos, na conversa (possível) por meio de sinais, e alguns sons, algumas palavras de outro, a capacidade de raciocino e expressão de outro, que as compras que fazíamos alegrava a todos, que de uma certa forma me auxiliaram ,e a minha mãe nas nossas escolhas e compras.


Eram seres especiais, tive piedade do pai. A casa era um Lar ,eles haviam aceitado as limitações que a encarnação exigia de cada um ,e a cada dia a mãe, que havia me encantado pela doçura no tratamento individual e coletivo, lia para eles.

O que possuía maior grau de dependência física, na hora em que ela lia, livros de auto ajuda e lições de Jesus, dormia ,e com toda certeza afirmo, ouvia em espírito, e acordava sorrindo .

Os demais se expressavam e sempre que íamos lá, nos convidavam a ir perto das 18 horas, quando acontecia a leitura.

Não sei, o quanto durou a prova de cada um, mas creio, que por informações de amigos, hoje, apenas 3 estão vivos na matéria, e o seu caçula lhes deu netos e sobrinhos.

Poderia falar mais sobre essa família, amada por quem os conheceu, pela alegria de estarem vencendo as suas provações.

Creio que a sabedoria Divina, antecipando, a fraqueza que teria o pai no labor junto a seus filhos, o proveu de muitos bens, para que mesmo ausente, nada faltasse a aqueles que tenho certeza, talvez de forma dolorida, os amava de “seu jeito”.


Lembro-me de ver o mais velho com 25 anos, outro 23, outro com 20 outro de 18 e o caçula 15.

De uma coisa eu tenho certeza, muitas vezes, contou-nos ela, recebia criticas cruéis de ter tido “tantos” filhos deficientes...

Ela apenas sorria e calava, pois melhor que qualquer um, sabia que a cada vinda ao físico, viriam em melhores condições, e por diversas vezes a ouvi, juro que emocionada, a afirmação do quanto talvez ,fosse responsável por tê-los nesta etapa ,em provação tão severa.

Seres raros assim, nos encantam e fascinam,ela sempre sorrindo facilitava, a quem comprasse o que vendia ,para novos lares, enfeites,e adereços,pois percebia  a alegria dos filhos,na ajuda as nossas decisões,e a faziam feliz, enquanto tomávamos chá de laranjeiras, e beliscávamos,biscoitos, junto a esses mestres de vida,que sem perceber, fazíamos felizes.

Um excelente dia, Abraço Fraterno,
Mara Bahia