Páginas

Mostrando postagens com marcador Mãe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mãe. Mostrar todas as postagens

30 de maio de 2013

Amor Paterno...

Olá, amados!

Normalmente, em nossas postagens falamos de mães, e do que elas fazer para e por seus filhos, e esquecemos dos PAIS.
Ontem, em uma conversa em família, lembrei de um fato que disse, vai virar um texto para o blog. Meu marido e filha, me olharam surpresos, pois eu não havia,  mencionado nem tinha imaginado, mas sei que será para alguns útil.


Bem, quando eu tinha cerca de treze anos, estudava em uma escola particular de freiras, as quais eu devo muito, por me fazerem aprender a crer no ser humano, e nos exemplos fraternos que nelas visualizei.
Em minha sala de aula,  havia uma colega, que estudava, por meio de bolsa e possuía uma irmã que era menor, que tinha 10 anos, que também ali estudava com bolsa integral...
Nós, éramos um grupo de amigas unidas desde a sexta série, e lógico, que quando estávamos na escola, o assunto eram coisas de adolescentes, com planos que se realizaram ou não.
Porém, um episódio que todas sabíamos, era que essa minha colega e muito amiga havia perdido, a sua mãe aos 10 anos e moravam, com o pai ela e a irmã.
Essa paternidade, era exercida de uma forma linda, daí a menção de um texto!
O seu pai, era pedreiro em uma obra e não tinha possibilidade de manter a casa, se comprasse carne todos os dias, para as refeições da família. Então, ele combinou com as filhas, que durante a semana, ele faria um feijão (com as partes de porco mais “simples”, que o açougueiro, guardava para ele), arroz e saladas. Mas no Domingo, após ele receber na sexta feira, dia de pagamento na empresa em que ele trabalhava, ele compraria, carne e eles fariam um churrasco,  para celebrar o fato de estarem juntos no domingo!


Durante a semana, ele as levava a escola mais cedo, que qualquer uma de nós, e ia para obra, pois lá começava a trabalhar às 7:30.
E isso se repetia, semanas à fio...
Em um Domingo à noite, quando ele preparava o famoso feijão da semana, a panela de pressão, estourou sobre o peito dele, fazendo com que ele tivesse, que pedir aos vizinhos, buscarem ajuda no pronto socorro.


O que aconteceu?
Ele apenas fez o curativo, e na segunda-feira, lá estavam às meninas na escola, e ele mesmo com o corpo enfaixado, não faltou um dia sequer ao trabalho... E mais, antes de buscá-las, pois nesse período, as irmãs ficavam com as meninas, para almoçarem junto às noviças, que ali estudavam para serem freiras.Esse pai ia no pronto socorro e ali novamente fazia seu curativo e foi assim durante dez dias...
Bem, em uma tarde, todas nós, que estávamos acompanhando a função, fizemos uma mobilização, para ajudá-las, então fomos ajudar, a arrumar a casa e lavar no tanque de rua, feito pelo pai, todas as roupas acumuladas, e era incrível a alegria de ambas, em ver seu pai limpo, arrumado e as coisas (dentro de casa), impecáveis apesar de modestas dentro daquele Lar!
A “carne” era apenas no domingo, e as fazia esperar alegremente, durante a semana inteira “só” com arroz e feijão...



E a gente, muitas vezes reclama de um “bife mal ou bem passado”...
Quantos fazem cardápios? E exigem pratos refinados???
É de pensar ...



 
Abraço fraterno,
Mara Bahia.

9 de maio de 2013

Artistas & Artistas....

Olá, queridos.

Tudo bem?

Os textos que escrevo, não são apenas de cunho religioso, ou de coisas que acredito, mas também de fatos que vivencio e observo.

Dia desses, fui com meu filho, em um supermercado da capital e saindo do mesmo, com seu carrinho de compras, encontramos o ator Werner Schünemann.

Meu filho me chamou, como bom publicitário que é, o viu de longe, e disse: 
“Mãe olha o Bento Gonçalves”...


Papel este representado, de forma brilhante por ele, na minissérie Casa das Sete Mulheres...

Eu, super feliz com o ator Werner Schünemann...

Paramos os dois e ficamos o olhando, com cara de fãs de mesmo, e ele percebeu, parou o carrinho e nos cumprimentou sorrindo, com os lábios de sol, e olhos cor do mar da Bahia e seus coqueiros... É muito lindo ao vivo, a TV não lhe faz a  justiça.devida! (risos)

Não tive dúvidas, e pedimos para tirar uma foto. O famoso ator sorrindo deixou seu carrinho, tirou fotos, me autorizou o uso de sua imagem, que vamos colocar no “facebook”, e depois de dez minutos saiu sorrindo, deixando a nós e os que observavam, admirados com sua delicadeza.

Bem, em contraponto,há pouco tempo atrás, entrando na única Churrascaria, que vamos aqui perto de casa, de amigos de juventude de meu marido, estavam entrando dois jogadores de futebol, um deles do time que torcemos aqui em casa.


Ao vê-lo entrar, e nós saindo, pedimos autógrafo. Um dos donos da churrascaria de hábito vai conosco até o carro, conversando coisas da vida comum, amigo que é.


Pois o jogador do "nosso" time, de forma pouco amistosa, arrancou o papel da minha mão e colocou, em menos de dez segundos, a frase que creio deve colocar em qualquer autógrafo que dê: “abraços, do fulano de tal...”, um nome, ou melhor, apelido de 5 letras e, nem olhou para nenhum de nós.

Junto a ele, estava um outro jogador, desconhecido, dizem ser de um time Nortista, que com enorme sorriso, escreveu nossos nomes, deixou um abraço com carinho, e o outro já sentado de costas, creio para não ser reconhecido  e/ou "incomodado".

Bem, o que eu quero comparar, um Artista renomado, e um jogador de futebol.

O Artista reconhecido internacionalmente por seu talento individual, e que vai permanecer assim sempre, pois atua em forma coletiva, mas, tem talento por toda vida, e um jogador que também atua em grupo, mas, que tem tempo contado de “sucesso”...


Obs: não vou citar o nome do jogador, ele não merece o “nosso ibope”.

O que pensam pessoas assim? “Nosso Bento”, como brincamos eu e minha filha, poderia apenas passar, balançar a cabeça, e seguir, uma vez que estava com carrinho repleto de compras e logicamente, iria para casa repousar.

O outro, jogador, apenas entrava em uma churrascaria, onde iria jantar, e retornar a hora que lhe aprouvesse, para sua residência.

Para um desses jogadores, dirigimos nossas vibrações de carinho, pegamos os autógrafos e desse grosseiro, foi para lareira assim, que chegamos em casa. O do outro jogador, tenho junto, a foto de pessoas queridas, não  mascaradas e cheias de empáfia, que esquecem que não “são”, apenas estão.

Quanto ao “nosso Bento Gonçalves”, posto à foto com muito carinho e, a cada ocasião que o vemos na TV, peço a Deus que o proteja.

Então, se percebe a diferença, que podem as pessoas despertar em nós,em dez segundos ou dez minutos?

O Ser humano, culto,inteligente, e feliz, sabe que terá seu público sempre torcendo por ele e para ele, por apenas dez minutos, das 24 horas de um dia, o outro por dez segundos, terá sempre pessoas torcendo pelo time, que atua, mas querendo que ele erre.

É lei da vida amados, se conquista amigos, pessoas comuns, como somos nós, e fãs que somos admiraremos esses astros por décadas, ou por dez segundos poderemos vir a ignorá-los.


A energia imanada varia de acordo com o que percebemos vir   do outro, é errado? Sim, mas humano!


A pressa, o desdém, a falta de humildade, e a ignorância da criatura da sua importância, para aqueles que lhe pagam o salário, no caso do jogador, fazem com que meu marido e filho, deixem de ir ao estádio, se podem ver o jogo em casa.

Já ouvi deles: Fulano vai jogar?Estamos com dez jogadores em campo, então... !

E o atleta é muito bom, mas não aprendeu a viver...e ta machucado me parece!!!!!!!!!

Essa reflexão, eu faço diariamente, se deixei alguém sem uma resposta, desde um e-mail, ou até no dia-a-dia, na corrida que é nossas vidas, pois esses dois exemplos claros, não  lembrando de outros, não atores ou atletas, que fazem o mesmo, me fazem pensar: Como será a colheita?

Quem fica com a carga energética negativa de duas ou três pessoas? Ou até mais?

Quem conquista simpatia, e que recebe um grande carinho? A vibração carinhosa o seguirá pela vida toda...

As nossas escolhas sempre nos definem na vida, e teremos as respostas delas em nós.

Ame, sem medida, pois você nunca sabe o que estará semeando no desamor.

Recordo, que quando entramos no carro, meus dois colorados (marido e filho), eu também sem muita paixão,comentaram entre eles: Tu viu? Ele nem nos olhou..o.Bobalhão!

Meu marido de forma sarcástica disse: "Dá outra vez guri, tu trás um apito...”, risos... Vai ver foi isso...Faltou o apito...

Um excelente final de semana a todos e a todas as Mães de todo Universo.
Que o Grande Arquiteto dos Mundos abençoe a todas, onde estiverem...



Meu Abraço Fraterno,

Mara Bahia

6 de maio de 2013

A Pergunta de Uma Mãe...

Olá, queridos!

Bem, a cada texto, vem uma história a mente e a gente pensa: “nossa como não lembrei disso antes...”

Há vinte oito ou vinte nove anos atrás, uma amiga de tempos de universidade, me avisa, assim como as outras colegas, que com os anos viraram amigas, nos 4 anos de convívio diário (tempo de duração do curso), que iria ser mãe.

Ficamos todas felizes, pois ela era do nosso grupo a única que não tinha bebê, e possuía uma enorme vocação para maternidade.

Passado algum tempo, nos falamos todas por telefone, as outras amigas, começaram a ficar preocupadas com o silêncio dela, e pelos cálculos, o bebê já teria nascido (foram muito mais de 40 semanas...).

Tentei ligar, caiu na secretária, eu deixei vários recados, perguntando como ela estava...


Pela noite, ela liga e pede que convidasse em nome dela, as demais amigas, para irmos tomar um café com ela, e conhecer o bebe já com 15 dias.

Dia marcado lá estávamos, para conhecer o gurizão, e quando ela abriu a porta víamos uma pessoa extremamente cansada, pálida e com olheiras imensas.

Ela nos contou então, que o bebê havia nascido sem a ligação do esôfago ao estomago, e sim, ao pulmão. O bebê já tinha, inclusive, sido submetido, a uma cirurgia nas primeiras 24 horas de vida.

Ela, havia sido avisada que ele talvez não sobrevivesse, e até um ano, ele poderia se engasgar e falecer.

Lembro como se hoje fosse... Sobre a mesa da sala de jantar ela havia montado com enorme carinho: café, pães e doces, e tudo que ela pode fazer, juntamente com sua mãe para nos receber.

Eu percebi, que perto da cama do menininho, havia uma térmica de café, pois ela não dormia à noite, vigiando o sono do bebê, que a cada dez ou vinte minutos engasgava...

Enfim, num ímpeto, de quem já tinha um filho, e percebia a exaustão dela, peguei o bebê, e disse para ela: “senta, e toma tu, o teu café, enquanto eu seguro, o bebê...”

Ela, mesmo surpresa, confirmou com a cabeça...

E então, continuei: “Ensina-me a destrancar (como ela dizia)...”.


 E após passar a primeira tosse, ela percebeu que poderia confiar em mim e, sentou e comeu, como segundo ela não fazia há 15 dias, pois as pessoas tinham medo, que acontecesse o pior, e se omitiam.

O pobre pai, se refugiava no trabalho e a noite, por duas vezes dormiu, deixando o bebê, quase sufocar, o que a fez perder a segurança em deixa-lo. E assim, viravam a noite, uma vez que, por questões familiares, ela podia contar com ajuda da mãe somente de dia.

Bem, depois que ela terminou seu lanche, me pediu para ir até o quartinho lindo do bebe, e me fez uma das perguntas mais difíceis da minha vida.

Ela sabia que eu era espiritualista, e trabalhava em passes, pois várias vezes, ela havia ido ao local, que eu frequentava, e seguia, a risca o que eu havia lhe pedido, de NÃO tomar passe comigo.

Então, ela me pede, que pelo amor de Deus, que orasse pelo filho, e perguntasse ao meu Mentor, que intuísse, se valia a pena todo sofrimento, pois estava extenuada, e começava a perder as esperanças.

Saiu do quarto ao meu pedido, e, orei pedindo a Deus, uma resposta, e minha mente se encontrava totalmente “branca”, pois após saber de tudo que ela enfrentaria, quase antecipando a mesma dor que eu teria alguns anos após, eu senti, dentro do coração, todo amor que havia nos olhos daquela mãe, e lembrando-se de minha mãe, da Mãe Maria de Jesus...


Então, quando ela entrou no quarto, seu olhar aflito e ansioso, eu afirmei,  sem medo de qualquer outra possibilidade, pois ali naquela amiga, estava uma mãe que amava: “Sim, eu senti o meu Mentor, e tu vais vencer essa tua luta, em um ano teu guri, vai estar totalmente curado...”.

Ela me abraçou, e chorando muito, agradeceu a Deus, pela resposta e juntas rezamos uma Ave-Maria, uma vez que ela é católica...

A cada crise, que os fazia ir de madrugada, para o hospital de pronto-socorro, a cada dia que ela com sua mãe, iam até o hospital, para mais exames, a cada vez que lhe era levantada a hipótese, de em uma dessas crises ele não iria voltar, ou seja, não resistir, ela dizia: “Eu sei, que ao término deste ano, ele estará curado...”.

E ao passo, que todos enfraqueciam, ela se fortificava, porque me falou que lembrava, daquilo que eu havia dito, e que era orientação espiritual.

E ela lutou, as semanas e os meses se passaram, e tivemos uma festa de um ano, dois anos, três anos, enfim, celebramos os casamentos, e logo será avó... E assim correram os anos...

Quando, eu enfrentava a minha provação, eu a tive ao meu lado, e após, quando tudo recomeçou, ali também estava aquela amiga-irmã , no primeiro ano de minha filha, no segundo, no terceiro, no nascimento de meu filho, um ano após ela ter tido uma menina...

Ambos hoje têm suas famílias. Falamos-nos pouco, pois eles mudaram para o interior, mas quando falamos, é como se o tempo em que estivemos longe, nunca tivesse transcorrido.

Assim se formam laços, nossos maridos jogavam bola juntos, a nossa amizade forjada na dor da angústia e na crença leal em Deus, fez com que conseguíssemos superar dores, e volto a afirmar a importância de falar, e a necessidade de calar.

Você pode pensar: “Ah, mas tu mentiste...”.

Eu lhes respondo: Não, eu omiti que não havia sentido nada, eu agi como um grande Orientador me ensinou, de forma carinhosa e fraterna na figura de um preto velho, se não souberes o que dizer pense em Maria...


Hoje transcorrido muitos anos, que voaram como um lindo texto que recebi por e-mail hoje falando do tempo em nossas vidas, muitas vezes penso em Maria, nome de minha amada mãe, e na Mãe de todos, por amor a humanidade.

Para todas as Mães, eu ofereço esse texto na proximidade de seu dia, pois li, uma vez, em um livro, que não me recordo autor: “Quando Deus, está cansado e adormece, pede as Mães, para cuidarem do Mundo...”.

Abraço fraterno, e o meu amor sempre Mãe.
Mara Bahia

24 de abril de 2013

Textos... um chá, uma lembrança e várias conversas...

Olá...

É interessante, como a nossa visão de importância, ou de ser o mais real dentro da aparente irrealidade, nos surpreende nas leituras o interesse nos textos.

Como já postei em outras vezes, nem sempre escrevo o que espero, o texto se modifica entre meus dedos e como só leio quando corrijo, muitas vezes percebo ser bem diferente que o imaginado.

Bem, quando escrevi sobre elementais, ou seres da natureza, eu achei que despertaria mais interesse que os elementares, até porque, apesar de parecer ficção ,a existência dos elementais, é provado, dentro do que “acredita-se”, por várias culturas, e épocas e se perceberem, muitos já os tivemos em trabalhos, dentro da umbanda na própria evocação as sereias dos rios, mares e lagos...

Mas o texto elementares chamou mais atenção, pela crença de que o ser humano ,não pode regredir ,o que não é verdade.

Sabe-se que pode involuir até apenas o princípio do chacra coronário como um cordão umbilical de ligação com o criador,na forma de um ovóide pouco maior que um ovo de pato, e menor que um ovo de ema.

Entretanto, esse processo, leva séculos para acontecer, e também depende da forma como esse espírito degenerou-se a tal forma.

Não há injustiças na Lei Divina, logo a colheita sempre se assemelha a semeadura...
A capacidade fantástica de amar ,se invertida para odiar, vai deformando, a forma perispiritual até essa degradação.

Mas já falei, sobre esses seres, e que apenas através  restabelecem sua forma perispiritual de forma lenta e gradual, a partir das reencarnações, e da aceitação de seus futuros pais terrestres,deles próprios, e  a capacidade de amarem-se.


Termos filhos perfeitos, é o sonho de cada casal que concebe, porém nem sempre isso acontece.

Conheci, por intermédio de minha mãe ,quando fazia meu enxoval para casar-me, um anjo em forma de mãe, que acolheu em seu corpo e coração cinco filhos homens, que tinham graus de deficiência física e mental, em graus diversos.

Ela era esposa de um empresário, mas como esse “muito raramente”, ia até a residência, pois viajava muito, dava-lhe suporte financeiro e, o prazer de revender roupas de cama, banho, mesa, para amigas para que se distraísse e ao mesmo tempo ficasse junto aos filhos, que com alegria enorme nos recebiam a cada visita, até ter completado minhas necessidades para construir minha casa,e torná-la em lar.

Era incrível a harmonia daquela família, que apenas tinha o filho caçula "normal", e era seu anjo de luz a acarinhar e cuidar também da mãe ,junto a 4 pessoas auxiliares, que diminuíam naquele pai ,o remorso de não estar ali...

A casa era linda, bem ampla para cadeiras de rodas, e circulação de tantas pessoas .

Mas sentíamos, na conversa (possível) por meio de sinais, e alguns sons, algumas palavras de outro, a capacidade de raciocino e expressão de outro, que as compras que fazíamos alegrava a todos, que de uma certa forma me auxiliaram ,e a minha mãe nas nossas escolhas e compras.


Eram seres especiais, tive piedade do pai. A casa era um Lar ,eles haviam aceitado as limitações que a encarnação exigia de cada um ,e a cada dia a mãe, que havia me encantado pela doçura no tratamento individual e coletivo, lia para eles.

O que possuía maior grau de dependência física, na hora em que ela lia, livros de auto ajuda e lições de Jesus, dormia ,e com toda certeza afirmo, ouvia em espírito, e acordava sorrindo .

Os demais se expressavam e sempre que íamos lá, nos convidavam a ir perto das 18 horas, quando acontecia a leitura.

Não sei, o quanto durou a prova de cada um, mas creio, que por informações de amigos, hoje, apenas 3 estão vivos na matéria, e o seu caçula lhes deu netos e sobrinhos.

Poderia falar mais sobre essa família, amada por quem os conheceu, pela alegria de estarem vencendo as suas provações.

Creio que a sabedoria Divina, antecipando, a fraqueza que teria o pai no labor junto a seus filhos, o proveu de muitos bens, para que mesmo ausente, nada faltasse a aqueles que tenho certeza, talvez de forma dolorida, os amava de “seu jeito”.


Lembro-me de ver o mais velho com 25 anos, outro 23, outro com 20 outro de 18 e o caçula 15.

De uma coisa eu tenho certeza, muitas vezes, contou-nos ela, recebia criticas cruéis de ter tido “tantos” filhos deficientes...

Ela apenas sorria e calava, pois melhor que qualquer um, sabia que a cada vinda ao físico, viriam em melhores condições, e por diversas vezes a ouvi, juro que emocionada, a afirmação do quanto talvez ,fosse responsável por tê-los nesta etapa ,em provação tão severa.

Seres raros assim, nos encantam e fascinam,ela sempre sorrindo facilitava, a quem comprasse o que vendia ,para novos lares, enfeites,e adereços,pois percebia  a alegria dos filhos,na ajuda as nossas decisões,e a faziam feliz, enquanto tomávamos chá de laranjeiras, e beliscávamos,biscoitos, junto a esses mestres de vida,que sem perceber, fazíamos felizes.

Um excelente dia, Abraço Fraterno,
Mara Bahia