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28 de novembro de 2013

Ano Que Passa, E As Reflexões Para Um Novo Amanhã...

Olá, queridos?
Tudo bem?

Logo, logo, teremos ai, às festas de final de ano, que coisa não? Cada ano parece menor, e passar mais rápido...

Cheguei a julgar que pelo correr de nossas idades físicas, essas percepções ficam cada vez mais nítidas e apuradas.



Mas para minha alegria, risos, li um artigo de um cientista americano, dias atrás, em que ele mencionava que existe uma aceleração na rotação do planeta, de inúmeros zeros que nem contei e o numero 1, o que justifica em linguagem astronômica, uma aceleração semelhante a um carro a cem kilometros por hora em uma auto estrada... E que essa sensação do tempo passar rápido é percebida por pessoas no planeta inteiro.

Mais conformada, pois nada pode ser feito, risos, me coloco a seguinte reflexão, o tempo que temos em termos de longevidade, só é aumentada por esse fator, logo, não duramos mais apenas pensamos durar.

É a lógica? Não, é a certeza que o tempo que iremos viver, é o já programado antes de encarnarmos, apenas, teremos a sensação de longevidade, através de uma vida saudável, é uma linda e doce ilusão.



Mas, depois deste artigo que li, o mesmo é logo desmentido, por um cientista alemão, astrônomo da NASA, que diz, que é pouco provável que esses dados sejam provados, pois baseia-se nas alterações da camada de ozônio, calotas polares, enfim, se a Portela ganha ou não o Carnaval!

Cheguei à conclusão, que estamos como minúsculas ervilhas neste universo, a mercê de nossos cientistas e pesquisadores que se opõem e contrapõem, e a nós reles mortais resta buscarmos, ter a Paz necessária a uma evolução imaterial, manter em nós a fé constante e presente que há uma inteligência Maior que Criou e Planejou tudo isso que usufruímos, que segundo, Stephen Hawking, afirma com uma convicção emocionante “chamem de Genial, ou Deus”, pois continua ele: “Para criar com tamanha perfeição todo o sistema solar, bastando esse como exemplo, é feito de uma inteligência incomensurável, que apesar de não ser religioso, creio chamam Deus”.


Isso basta! Que os seres humanos, menos geniais, e menos especializados até incultos muitas vezes, possuem, na sua grande maioria, e acho o mais absoluto ato de Amor Divino, é mostrar-se a nós que nele cremos, e sabemos, sem precisar provas cientificas de sua existência TERMOS CERTEZA que ELE EXISTE.

E quantas bênçãos nos concede, quantos Mestres nos envia constantemente para auxiliar-nos no processo evolutivo?

E o Homem, que descrê de sua existência, pouca diferença faz para Ele disse recentemente o Papa da Igreja Católica, Francisco: “O ateu que faz o bem a seu irmão, gera empregos, cuida da saúde de seus semelhantes, é mais seguidor do Mestre Nazareno, do que aquele, que nada faz de útil a comunidade em que se insere, e não falta um dia a missa”.


Não é invisível ao Criador o que se guarda no coração, e esse é o valor do salário espiritual que Ele sabedor de quem somos, nos dará, através da Saúde, da Alegria, da Paz e Harmonia!
Chega mais um ano ao seu final...

E o que podemos acrescentar na nossa mochila de “Voltar para Casa Real”? Nas atitudes do falar, no servir, no auxiliar, no ato sincero e desprendido de Amar de forma Incondicional?
Eu iniciei minhas reflexões! E você?



Abraço Fraterno.
Mara Bahia.

4 de julho de 2013

São Pedro...

Queridos, olá.

Apesar de ter faltado, de postar um texto em homenagem a São Pedro, não queria interromper a seqüência das Linhas de Força que iniciei, mas seria um desrespeito a esse Mestre, faço uma pausa então, e retomo amanhã, com os Pretinhos Velhos, Caboclos e Crianças, na suas tarefas na Umbanda Real.



Na aculturação, São Pedro, é associado a Xangô da Pedreira, pela firmeza de caráter e integridade.



Mas vou me referir, ao Discípulo do Divino Nazareno, pois dentre todos creio ter sido o mais testado de todos.

Quando Jesus, caminhava próximo ao Mar da Galiléia, ele busca entre aqueles seres mais rudes, mas íntegros nas suas obrigações.


Doze homens, que havia decidido preparar para divulgarem, na sua simplicidade e pouca cultura, conseguirem expressar para o povo, que certamente os entenderia.

Então, Jesus, viu Pedro, e o chama, sendo esse o mais velho, dentre os doze O segue e O escuta, Pedro muitas vezes sem compreender, na totalidade as decisões do Rabi, mas as acata...

Pedro, assim como Paulo, depois da partida do Messias, travam verdadeiros confrontos de idéias, que fazem com que seguindo a determinação deixada pelo Mestre, de que Pedro seria o líder dos demais, Paulo segue para outras terras.

Pedro era ouvido, e apesar de haver negado por três vezes conhecer Jesus e em frente a Esse, o reconhece amar por “três vezes”.

O Amor redime, o de Jesus redime a tudo!



Após reunirem-se novamente para exercer suas tarefas de pregarem a “Boa Nova”, Pedro, assume essa tarefa com fervor e destemor que faz com que Thiago, que buscava um relacionamento pacifico com os Judeus que ainda os observavam e vigiavam a distância, como coiotes, o aconselha a mudar-se, pois ele poderia por todo trabalho realizado na Casa do Caminho, como era chamada na época o local de encontro e caridade exercido pelos apóstolos,a perder ,pois agurdavam penas um motivo.Pedro então.. pos-se em viagem...

Afasta-se temporariamente então Pedro, para a Casa de Maria, Mãe de Jesus, as margens do Mar de Genezaré, onde sob cuidados de João Evangelista (único a não ser supliciado), continuava a Mãe Amantíssima a contar e exercer a caridade, como seu filho determinara.

Pedro soube que há poucos dias Paulo ali estivera de passagem e que aconselhara João e Lucas, a escreverem, a história da vinda do Mestre.

São Pedro & São Paulo


Passados alguns dias,  em trabalho ativo de doutrinação e pregações recebe notícias que poderia voltar a Casa do Caminho, o que fez com rapidez, pois era realmente a Pedra da estrutura emocional de seus irmãos.

Quando, já idoso, sonha Pedro com o Mestre que diz a ele que o aguardava em sua Casa, e acorda, sabendo que seu fim estava próximo.

Chama todos que nunca foram apenas Doze, pois havia mulheres familiares seguidores, e prepara sua partida deixando a critério de Thiago a administração do que fosse necessário para que a obra não se perdesse.



Ao ser feito prisioneiro determina-se que esse “Inimigo Franzino e idoso de Roma”, fosse crucificado, como aquele que seguia.

Em um instante daquele corpo maltratado pelo tempo e vida, ruge a voz que surpreende os romanos implorando, que não o crucificassem.

Havia Pedro alcançado o limite do seu Apostolado e sob ironias, de o acharem covarde ele brada: “o Discípulo, jamais deve partir como seu Mestre”...

Note: Crucificação "invertida"
É o testemunho, mais forte deste homem, resguardado na certeza que o Mestre o aguardava.
Então, determinam os romanos que ele seria crucificado de ponta cabeça sua Cruz, ou a “Cruz de São Pedro”, é representada por um T, e agradecido e sorrindo, é amarrado, não pregado, e agradece a benção de não ser igualado ao Cristo de Deus, atônitos, os romanos não entenderam .
Mas ao despertar, Pedro Encontra-se no colo do Divino Amigo, que tal qual como há João Batista, o carregava  Sorrindo.

Representação no "trono Papal", da Cruz invertida...


Na sua partida, esse homem Santo recoberto de Fé, recebe o seu Salário!
Salve Pedro!

Chamado Santo pela Igreja, que posteriormente os homens fundaram.




Abraço Fraterno!
Mara Bahia...

28 de junho de 2013

Sentir a Dor...

Amados, 
É inevitável, ao menos uma vez na vida que seja, irmos a um hospital acompanhar alguém, ou nos submeter a algum procedimento medico, ou enfermidade, que nos requer um alerta.

Antes de saimos, se formos nós a ser atendidos, naturalmente fazemos nossas orações, banho de ervas, usamos perfume de alfazema, violetas, enfim, até banho de cheiro... risos. 
Vale tudo... ou quase tudo...



Mas, se vamos acompanhar alguém,  esquecemos muitas vezes a coisa mais básica que se deve fazer, antes de participar de sepultamentos ou cirurgias, que é o ato de ORAR!
Por estarmos em um ambiente, de muita angústia e denso, sem que se perceba vamos, começando a sentir, que o tempo transcorre de forma absurdamente lenta, e que um cansaço sem explicação, mesmo que estejamos lendo, ou vendo televisão, vai tomando conta de nós.
O que realmente ocorre, é que, as angústias de familiares de outros pacientes, que ali depuram seus corpos físicos, estão ansiosos, angustiados, e assim como acontece conosco, oram pelo paciente e esquecem de si.


O cansaço chega ao absurdo de, se observarmos vermos pessoas, com sensibilidade apurada, depois de uma ou duas horas ali, aguardando, após uma longa noite de sono, dormirem.
Essa, situação pode ser evitada, se antes de nos deslocarmos para acompanhar quem quer que sejam, familiares ou amigos, em apenas dois minutos de isolamento, a sós, pedirmos ao nosso Guardião, Amigos Espirituais, ou Mentor, ou Guia, no que você manter a sua fé  firme, rogue amparo na tarefa, que irá exercer dali a instantes .
Tenha certeza, você irá entrar, aguardar, sair com a consciência, e a calma necessária, para assistir, quem necessitou de seu auxilio fraterno.



Nada como uma oração, antes de entrarmos em um hospital ...
A densidade encarnada e, muitas vezes repleta de desencarnados, se aproximam de cada pessoa que percebem, possuírem um grau de sensibilidade, desenvolvida (mediunidade) para se aconchegarem, tal qual crianças com frio, a diferença é que neste processo de “vampirização ignorada”, sua energia vital aquece, mas não encaminha...
Urge, a Oração Fraterna, para que aqueles espíritos generosos que estão com você, atuem com eficiência, e fazendo uso mínimo de sua energia de encarnado, retirar dali desencarnados ou aliviar angústias e, ainda energizarem você.


A Espiritualidade Superior não faz isso sem nós pedirmos? Não, porque só pede quem crê! E se não tivermos fé, seremos atendidos por quem?
É para refletir!
Hoje, li o texto bíblico, em que Jesus cura uma mulher, que de tamanha fé, apenas tocou suas vestes, entre a multidão e Ele sente, e pergunta: “Quem tocou minhas vestes ?”, ela assustada, timidamente responde: “Eu Rabi (do hebraico, de significado Mestre)”



O Doce Olhar do Nazareno, a faz baixar a cabeça, e ela ouve Dele: “Vá em Paz, pois filha, tua fé te curou...”


Um grande Abraço Fraterno,
Mara Bahia.

31 de maio de 2013

Nem só na Terra, Nem só no Céu...

Olá, tudo bem?
É isso é, uma questão que muitas vezes observei e comentei com amigos e minha família, não podemos viver sem uma crença ou religião, que nos fortaleça, mas também jamais devemos deixar, que a religião tenha mais força em nós que a nossa vida familiar.
Quando observo, pessoas em desequilíbrio, é que um desses aspectos de sua vida esta pesando mais para um lado do que para outro.


Sempre, que me pediam opinião e hoje quando escrevo seja no blog, jornais ou e-mail  procuro deixar clara essa postura de que, se você é católico, vá a sua igreja com regularidade, assim como se evangélico, espiritualista, budista, o que for, escolha os dias que se dedicará a sua fé, e reparta os demais com sua vida familiar, amizades e lazer, se tudo pode ser em família, que bom!

Observa-se, com freqüência, pessoas que buscam dentro de templos de suas crenças, a salvação da alma, ou fazem deste local sua prioridade, esquecendo de acompanhar seus familiares em situações que nunca se repetirão como formaturas, aniversários, casamentos, e datas que com o tempo, se arrependerá de ter priorizado.

Eu confesso, que até perceber a importância destes fatores, priorizei minha religião, em vez  de minha família, até o momento, em que uma necessidade maior me fez abrir os olhos, e ver quem realmente necessitava de meu amparo, carinho e cuidado, e quem quando adoeci cuidou e zelou meu sono...


Por essas e outras amados, nossa fé, e Deus ,assim como nossos amigos espirituais estarão conosco ,onde estivermos, e é vital não esquecermos como um lindo texto que li de um irmão muito querido, é na família que fazemos e passamos nossas fases de crescimento espiritual, e com a certeza, de que justamente é, ali nosso maior compromisso.

Se você pode conciliar as coisas ótimo! Mas se tiver que optar ou perceber que o que antes era muito importante para a sua vida, deixou de ser priorize seus filhos, companheiro ou companheira. Eles estarão com você .

Problemas familiares? Quem não os tem? Os fanatizados que já nem família tem...logo, não tem problemas.


É na busca de soluções, e na procura do auxilio, para quem amamos, que  sejam felizes nessa luta, e para poder  vê-los  viver um amor incondicional e sereno com as pessoas que escolheram, e com as demais,que tenho certeza, estaremos cumprindo o que quando encarnamos, nos comprometemos a melhorar em nós e, nos que nos acompanham na vida.

Eu ontem, ouvia um cd do Toquinho, parceiro de Vinicius de Morais, que tem uma música, que “é meiguinha”, RISOS, e ele canta: “Desculpe amigo só tenho tempo pra ser feliz...”.


Aliás é o titulo da musica, linda e doce... “Tempo para ser feliz”.
Entre outras frases, em que a sensibilidade emociona, pelo fato de ser esse a meu ver, o que devemos ambicionar para nós.

Enfim, eu relendo meus blogs, que já estão em número de 63, observei esses dois ou melhor três chamamentos, que EU adotei para minha vida depois de muito estudar, observar e vivenciar fatos, pessoas, casos e coisas,  que são: AME, SEJA LIVRE, E FELIZ!


Essa é a melhor definição que posso ter para viver uma vida em PAZ, e ser quem busca a Iluminação individual compartilhando idéias, sou Aprendiz da luz!



Grande abraço fraterno,
Mara Bahia.

28 de maio de 2013

Escrever é Preciso...

Queridos, olá!

Como muitas vezes, temos muitas coisas que gostaríamos de compartilhar pode ocorrer de repente, o tema para nossos textos, sumir, de nossas mentes, e ficarmos na dúvida, qual caminho tomar.



Bem, quanto mais se escreve, maior é a chance de escrevermos mais, pois a escrita é um exercício diário, que se torna publico, por meio de blogs, ou não.

Eu tive a oportunidade de conhecer a alguns anos, uma senhora, tida como alguém portadora de doenças mentais, que em uma das igrejas mais importantes (se é que existe igrejas mais importantes )da cidade, escrevia cartas, por bondade do padre que ali exercia assim, com forma fraterna e generosa seu oficio.

Cartas com uma beleza e perfeição ao imperador D.Pedro I, usando uma linguagem e um estilo retórico de escrita, que encantava aqueles que as liam.

Expressões de época, citações de pessoas que faziam parte da corte impressionava pessoas, que estudavam história, ou lecionavam história uma vez que ela se apresentava, apesar de roupas humildes que vestia, pela postura ao andar e falar, como se estivesse diante de súditos que ela honravam com a atenção que lhes era dispensada, com uma educação invejável.


Seus pedidos e a elegância com que sentava a mesa da casa paroquial impressionavam quem a havia visto fazer uma refeição,porém, ao fim da missa ela sumia, e nunca nós soubemos, além do padre e pessoas mais engajadas na igreja onde ela morava.

Quando uma vez perguntada sobre se precisava algo, a Duquesa, como fazia questão de frisar, pediu papel branco (folhas de ofício), e tinta para uma caneta tinteiro dada por um vizinho, encantado com a maravilha dos documentos, que ela dirigia para o “Regente” do Brasil.

Pois bem, esse caso, na visão espiritualista, mostra que a partir de uma certa idade, creio ter sido por volta dos 14, se me recordo bem, aflorou essa etapa encarnatória vivida por esse espírito,creio nessa fase, ela foi muito muito feliz.



Também, outros amigos, espiritualistas, disseram achar ser um processo obsessivo, que a detivesse presa ao espírito da Duquesa.Eu pessoalmente não acredito nessa hipótese.

Fora a questão,medica que a via como alguém totalmente desequilibrada, que deveria ter tratamento devido, mas como era de uma delicadeza impar, as senhoras da igreja, a cuidavam, certas de que não merecia, aquele ser humano, ser tratado como doente perigoso ou junto a estes.

Que fim teve? Não sei...

Mas devido à idade, por volta de setenta e alguns anos, creio haver partido, deixando na igreja as cartas desenhadas na forma de letras belíssimas, que imagino ocupam lá alguma gaveta.E a certeza de sua passagem por aqui...



Se a Duquesa, realmente o foi, fica no imaginário de cada um de nós...
Mas que era um caso para ser mais do que observado era. Fazer o que?
Resta a lembrança...





Abraço fraterno, 
Mara Bahia...

26 de maio de 2013

Saber Ver...

Olá!

O fato de enxergarmos, termos a benção de observar pássaros, arvores, amores, amigos, enfim as maravilhas da Divindade em nós, deve ser um fato a se agradecer todas as manhãs, quando recebemos mais um dia para respirarmos...

Muitas ocasiões às vezes nos desagradam, pois cremos sempre que sabemos o que pedimos, e que alcançarmos uma “graça”, é o ideal para nossa existência.
Porém nem sempre isso é verdade, lembremo-nos sempre do alerta “Cuidado com o que pedes”, pois muitas vezes o que nos aparenta ser o bem, carrega junto uma sequência de fatos desencadeados, por esse desejo atendido, que pode nos fazer infelizes ou quem amamos.

Eu recordo, que em uma palestra que assisti, há alguns anos, fora do Rio Grande do Sul, o palestrante frisava que o ser humano, é insatisfeito por natureza e tendo sua vontade satisfeita, passa a ter outra e outra e sempre centrado no TER, sua maior forma de achar que é feliz.

Quando percebe, que o que adquiriu ,não o complementa, sai em busca de outro TER, visando assim, achar a fonte da felicidade...


É uma pena, pois muitas vezes, esquecemos as maravilhas que nos estão nas mãos, nos pés, na frente de nosso olhar, e queremos mais, em uma insaciedade que poderá torná-lo, sempre aquele eterno infeliz, irrealizado que acaba com a alegria, e a vida daqueles que o cercam...

Eu muitas vezes deixei de ir a festinhas, e reuniões de amigos, pois sabia que lá encontraria um casal amigos de meu marido, que se você quisesse saber as chances de algo que planejavas dar errado, era com os dois! Todas as possíveis chances de dar errado eram apontadas, como se isso fosse à fonte de seus prazeres.

O que aconteceu? Acabaram-se as reuniões... nós deixamos, depois outro casal, mais outro, enfim, cansaram!

E o curioso é que eles faziam questão de marcar uma vez no mês, em algum lugar essas reuniões, acho que era o jeito torto que acharam para desapontando e acabando com planos e sonhos, serem felizes.


Mas é possível sempre reverter esse tipo de situação, é até simples, eu comecei, até cansar não tentei jamais mudar a forma de serem, mas falar amenidades, tipo, será que chove? Ou sobre flores, ou qualquer coisa que os mantivesse longe de nossos planos futuros.

Esse tipo de pessoa detesta que se fale sobre abóboras e chuchus, se eles não puderem opinar, e tentar nos fazer desistir de devorar esses legumes, risos.

Mas esse texto, já estava escrito a um bom tempo na mente, pois a ideia é falar sobre aqueles que buscam conselhos, com pessoas em locais religiosos que faturam, e muito, com a desgraça do outro, que sem dúvida, no desespero, os procuram e se não sabem inventam, vivem do MEDO!


Conseguem se resolver o problema, ter neste “pagante” um fiel seguidor, mas se o problema persistir, e o medo permanecer, também o manterão então, veio na memória esse casal que de graça, desanimava qualquer um que pudessem... IMAGINE SE GANHASSEM, RISOS.

É muito triste gente assim, mas existem e como, a alegria pela desgraça alheia, totalmente oposto do que acreditamos, os alimentam, e nos leva a refletir.

O que pessoas assim lucram na vida? E como serão suas vidas? Dentro das paredes de uma casa, só quem esta lá dentro, sabe...

Distanciamos-nos e perdemos o contato, com os demais, ainda nos falamos, mas ninguém sabe deles, e nem querem.

É a colheita, de pouca e rasa semeadura.

Abraço Fraterno.
Mara Bahia.

6 de maio de 2013

A Pergunta de Uma Mãe...

Olá, queridos!

Bem, a cada texto, vem uma história a mente e a gente pensa: “nossa como não lembrei disso antes...”

Há vinte oito ou vinte nove anos atrás, uma amiga de tempos de universidade, me avisa, assim como as outras colegas, que com os anos viraram amigas, nos 4 anos de convívio diário (tempo de duração do curso), que iria ser mãe.

Ficamos todas felizes, pois ela era do nosso grupo a única que não tinha bebê, e possuía uma enorme vocação para maternidade.

Passado algum tempo, nos falamos todas por telefone, as outras amigas, começaram a ficar preocupadas com o silêncio dela, e pelos cálculos, o bebê já teria nascido (foram muito mais de 40 semanas...).

Tentei ligar, caiu na secretária, eu deixei vários recados, perguntando como ela estava...


Pela noite, ela liga e pede que convidasse em nome dela, as demais amigas, para irmos tomar um café com ela, e conhecer o bebe já com 15 dias.

Dia marcado lá estávamos, para conhecer o gurizão, e quando ela abriu a porta víamos uma pessoa extremamente cansada, pálida e com olheiras imensas.

Ela nos contou então, que o bebê havia nascido sem a ligação do esôfago ao estomago, e sim, ao pulmão. O bebê já tinha, inclusive, sido submetido, a uma cirurgia nas primeiras 24 horas de vida.

Ela, havia sido avisada que ele talvez não sobrevivesse, e até um ano, ele poderia se engasgar e falecer.

Lembro como se hoje fosse... Sobre a mesa da sala de jantar ela havia montado com enorme carinho: café, pães e doces, e tudo que ela pode fazer, juntamente com sua mãe para nos receber.

Eu percebi, que perto da cama do menininho, havia uma térmica de café, pois ela não dormia à noite, vigiando o sono do bebê, que a cada dez ou vinte minutos engasgava...

Enfim, num ímpeto, de quem já tinha um filho, e percebia a exaustão dela, peguei o bebê, e disse para ela: “senta, e toma tu, o teu café, enquanto eu seguro, o bebê...”

Ela, mesmo surpresa, confirmou com a cabeça...

E então, continuei: “Ensina-me a destrancar (como ela dizia)...”.


 E após passar a primeira tosse, ela percebeu que poderia confiar em mim e, sentou e comeu, como segundo ela não fazia há 15 dias, pois as pessoas tinham medo, que acontecesse o pior, e se omitiam.

O pobre pai, se refugiava no trabalho e a noite, por duas vezes dormiu, deixando o bebê, quase sufocar, o que a fez perder a segurança em deixa-lo. E assim, viravam a noite, uma vez que, por questões familiares, ela podia contar com ajuda da mãe somente de dia.

Bem, depois que ela terminou seu lanche, me pediu para ir até o quartinho lindo do bebe, e me fez uma das perguntas mais difíceis da minha vida.

Ela sabia que eu era espiritualista, e trabalhava em passes, pois várias vezes, ela havia ido ao local, que eu frequentava, e seguia, a risca o que eu havia lhe pedido, de NÃO tomar passe comigo.

Então, ela me pede, que pelo amor de Deus, que orasse pelo filho, e perguntasse ao meu Mentor, que intuísse, se valia a pena todo sofrimento, pois estava extenuada, e começava a perder as esperanças.

Saiu do quarto ao meu pedido, e, orei pedindo a Deus, uma resposta, e minha mente se encontrava totalmente “branca”, pois após saber de tudo que ela enfrentaria, quase antecipando a mesma dor que eu teria alguns anos após, eu senti, dentro do coração, todo amor que havia nos olhos daquela mãe, e lembrando-se de minha mãe, da Mãe Maria de Jesus...


Então, quando ela entrou no quarto, seu olhar aflito e ansioso, eu afirmei,  sem medo de qualquer outra possibilidade, pois ali naquela amiga, estava uma mãe que amava: “Sim, eu senti o meu Mentor, e tu vais vencer essa tua luta, em um ano teu guri, vai estar totalmente curado...”.

Ela me abraçou, e chorando muito, agradeceu a Deus, pela resposta e juntas rezamos uma Ave-Maria, uma vez que ela é católica...

A cada crise, que os fazia ir de madrugada, para o hospital de pronto-socorro, a cada dia que ela com sua mãe, iam até o hospital, para mais exames, a cada vez que lhe era levantada a hipótese, de em uma dessas crises ele não iria voltar, ou seja, não resistir, ela dizia: “Eu sei, que ao término deste ano, ele estará curado...”.

E ao passo, que todos enfraqueciam, ela se fortificava, porque me falou que lembrava, daquilo que eu havia dito, e que era orientação espiritual.

E ela lutou, as semanas e os meses se passaram, e tivemos uma festa de um ano, dois anos, três anos, enfim, celebramos os casamentos, e logo será avó... E assim correram os anos...

Quando, eu enfrentava a minha provação, eu a tive ao meu lado, e após, quando tudo recomeçou, ali também estava aquela amiga-irmã , no primeiro ano de minha filha, no segundo, no terceiro, no nascimento de meu filho, um ano após ela ter tido uma menina...

Ambos hoje têm suas famílias. Falamos-nos pouco, pois eles mudaram para o interior, mas quando falamos, é como se o tempo em que estivemos longe, nunca tivesse transcorrido.

Assim se formam laços, nossos maridos jogavam bola juntos, a nossa amizade forjada na dor da angústia e na crença leal em Deus, fez com que conseguíssemos superar dores, e volto a afirmar a importância de falar, e a necessidade de calar.

Você pode pensar: “Ah, mas tu mentiste...”.

Eu lhes respondo: Não, eu omiti que não havia sentido nada, eu agi como um grande Orientador me ensinou, de forma carinhosa e fraterna na figura de um preto velho, se não souberes o que dizer pense em Maria...


Hoje transcorrido muitos anos, que voaram como um lindo texto que recebi por e-mail hoje falando do tempo em nossas vidas, muitas vezes penso em Maria, nome de minha amada mãe, e na Mãe de todos, por amor a humanidade.

Para todas as Mães, eu ofereço esse texto na proximidade de seu dia, pois li, uma vez, em um livro, que não me recordo autor: “Quando Deus, está cansado e adormece, pede as Mães, para cuidarem do Mundo...”.

Abraço fraterno, e o meu amor sempre Mãe.
Mara Bahia