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4 de julho de 2013

São Pedro...

Queridos, olá.

Apesar de ter faltado, de postar um texto em homenagem a São Pedro, não queria interromper a seqüência das Linhas de Força que iniciei, mas seria um desrespeito a esse Mestre, faço uma pausa então, e retomo amanhã, com os Pretinhos Velhos, Caboclos e Crianças, na suas tarefas na Umbanda Real.



Na aculturação, São Pedro, é associado a Xangô da Pedreira, pela firmeza de caráter e integridade.



Mas vou me referir, ao Discípulo do Divino Nazareno, pois dentre todos creio ter sido o mais testado de todos.

Quando Jesus, caminhava próximo ao Mar da Galiléia, ele busca entre aqueles seres mais rudes, mas íntegros nas suas obrigações.


Doze homens, que havia decidido preparar para divulgarem, na sua simplicidade e pouca cultura, conseguirem expressar para o povo, que certamente os entenderia.

Então, Jesus, viu Pedro, e o chama, sendo esse o mais velho, dentre os doze O segue e O escuta, Pedro muitas vezes sem compreender, na totalidade as decisões do Rabi, mas as acata...

Pedro, assim como Paulo, depois da partida do Messias, travam verdadeiros confrontos de idéias, que fazem com que seguindo a determinação deixada pelo Mestre, de que Pedro seria o líder dos demais, Paulo segue para outras terras.

Pedro era ouvido, e apesar de haver negado por três vezes conhecer Jesus e em frente a Esse, o reconhece amar por “três vezes”.

O Amor redime, o de Jesus redime a tudo!



Após reunirem-se novamente para exercer suas tarefas de pregarem a “Boa Nova”, Pedro, assume essa tarefa com fervor e destemor que faz com que Thiago, que buscava um relacionamento pacifico com os Judeus que ainda os observavam e vigiavam a distância, como coiotes, o aconselha a mudar-se, pois ele poderia por todo trabalho realizado na Casa do Caminho, como era chamada na época o local de encontro e caridade exercido pelos apóstolos,a perder ,pois agurdavam penas um motivo.Pedro então.. pos-se em viagem...

Afasta-se temporariamente então Pedro, para a Casa de Maria, Mãe de Jesus, as margens do Mar de Genezaré, onde sob cuidados de João Evangelista (único a não ser supliciado), continuava a Mãe Amantíssima a contar e exercer a caridade, como seu filho determinara.

Pedro soube que há poucos dias Paulo ali estivera de passagem e que aconselhara João e Lucas, a escreverem, a história da vinda do Mestre.

São Pedro & São Paulo


Passados alguns dias,  em trabalho ativo de doutrinação e pregações recebe notícias que poderia voltar a Casa do Caminho, o que fez com rapidez, pois era realmente a Pedra da estrutura emocional de seus irmãos.

Quando, já idoso, sonha Pedro com o Mestre que diz a ele que o aguardava em sua Casa, e acorda, sabendo que seu fim estava próximo.

Chama todos que nunca foram apenas Doze, pois havia mulheres familiares seguidores, e prepara sua partida deixando a critério de Thiago a administração do que fosse necessário para que a obra não se perdesse.



Ao ser feito prisioneiro determina-se que esse “Inimigo Franzino e idoso de Roma”, fosse crucificado, como aquele que seguia.

Em um instante daquele corpo maltratado pelo tempo e vida, ruge a voz que surpreende os romanos implorando, que não o crucificassem.

Havia Pedro alcançado o limite do seu Apostolado e sob ironias, de o acharem covarde ele brada: “o Discípulo, jamais deve partir como seu Mestre”...

Note: Crucificação "invertida"
É o testemunho, mais forte deste homem, resguardado na certeza que o Mestre o aguardava.
Então, determinam os romanos que ele seria crucificado de ponta cabeça sua Cruz, ou a “Cruz de São Pedro”, é representada por um T, e agradecido e sorrindo, é amarrado, não pregado, e agradece a benção de não ser igualado ao Cristo de Deus, atônitos, os romanos não entenderam .
Mas ao despertar, Pedro Encontra-se no colo do Divino Amigo, que tal qual como há João Batista, o carregava  Sorrindo.

Representação no "trono Papal", da Cruz invertida...


Na sua partida, esse homem Santo recoberto de Fé, recebe o seu Salário!
Salve Pedro!

Chamado Santo pela Igreja, que posteriormente os homens fundaram.




Abraço Fraterno!
Mara Bahia...

12 de março de 2013

Na Beira do Mar...

Olá, queridos...

Tudo é mais simples, na beira do mar, já perceberam?

As pessoas, as roupas, os objetos, enfim, conseguimos fugir da cidade que existe dentro de nós ....

Explico... Em contato com o mar, somos peixinhos, que retornam ao local, de onde viemos, nos primórdios da criação, e o nosso nascimento de gestação de nove meses na água, nos chama a reflexão...


Eu em particular, penso muito mais no mar, o ar é menos denso, as pessoas em contato com esse agente transmutador ficam mais dóceis, e consegue-se muito mais, falar sobre aquilo que pensamos, e também fazer planos.


Isso ocorre porque a densidade vibratória das cidades grandes, deixam uma enorme sensação de peso, e muitas vezes, (já tive prova disso), a leveza da saída da praia, o peso de virmos do litoral ao entrarmos na cidade, e a leveza de voltar no mesmo dia, comprova para mim, essa mudança etérea de lugar e lugares.

No dia a dia, a beira mar, veja bem, não necessariamente na areia, mas no litoral, vamos nos desapegando de coisas que doeram, magoaram, decepcionaram, e bem devagarzinho de uma forma sutil,entram os planos, a renovação, a tranquilidade da mente, e até a capacidade de perdoar aumenta.

Quando falo perdoar, é esquecer o que doeu em nós, mas não o esquecimento. É parece, e é incoerente esse raciocínio, mas cabe lembrar, que como disse Paulo, apóstolo do Mestre Nazareno: "O espírito é forte, mas a carne é fraca".


Quem te fez  chorar, tenha certeza, se permitires o fará novamente...


Lembre sempre, da lenda do “Sapo & do Escorpião”, onde o escorpião justifica, ao sapo o fato de picá-lo, e ambos morrerem, fazer  parte da sua NATUREZA, ou seja é sua essência...


Eu, hoje, estou falando, de densidades de lugares, e isso observei em Templos, não vou citar nomes, mas se aplica esse termo a todos, onde se pode observar, carrancas nas pessoas, que confundem seriedade com rispidez, acham que sorrir em harmonia, é deboche, e que só sentindo culpa de tudo, serão seus adeptos agraciados por Deus... Pobres e infelizes os que pensam assim...


Esse tipo de pensamento quando é isolado pela maioria, é neutralizado, e o carrancudo, sem perceber, sai feliz e satisfeito do templo.


Mas, se a maioria, adota o comportamento carrancudo, maldoso, infeliz e falso, com relação ao seu semelhante, o mínimo que acontece, a aquele, que estava feliz, é sair deste local sentindo uma melancolia sem razão, e sem motivo aparente. Apenas triste, e às vezes muito cansado.





Eu digo o mínimo, pois se pode em ambientes assim densos, onde a presença espiritual de afins, ali também se comprazem, contrair doenças graves, como dizia Chico Xavier, da depressão ao câncer.

Em casos mais sérios, dependendo do norte que esse local assuma, nada melhor que uma boa ida ao mar...

Ali ficarão a maior parte das densas energias, na Grande Calunga, e até outra ida, geralmente os terreiros, o fazem dia 2 de fevereiro (Iemanjá), a “CASA SE SEGURA”...

E assim, observamos nossas afinidades, pois para aqueles que preferem o verde das matas, uma ida a serra, pela altitude e ar rarefeito, vão ter a mesma sensação de leveza ou até ir para beira de um rio, ou fazer como tive a graça de realizar, um passeio de uma hora em um barco, no rio que encontra o mar, e sentimo-nos como um pássaro planando sobre águas doces e salgadas, na beleza da doçura e sal, que compõe nosso corpo, alma e espírito.




Um super abraço,

Mara Bahia...