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28 de agosto de 2013

Um Sonho Ou Realidade??? Um Perfume: Vivre...

Olá Queridos...

Cada um de nós, tem, teve ou terá um aroma, pessoal e favorito, que eu deverei  investigar o “porquê “o atrai ou fascina.

Há alguns anos eu passava um momento espiritual de questionamentos, e em uma noite de “SONHO”, me vi em uma rua da França, que se eu ver identifico, onde ganhava de presente de um amigo espiritual Amado, um perfume de nome “VIVRE”.



Bem, como sei pouco, muito pouco de francês, busquei, achar o significado, e nem imaginava que existisse, um perfume com esse nome...


Minha filha tinha dez anos, e ao contar a ela, este sonho, como amiga espiritual que Deus me deu, em cada local que vendia perfumes perguntava se havia o “Vivre”...

Tempo depois, conversando, com a minha cunhada, que é professora de Francês  e tem uma escola da Aliança Francesa, e ao consulta-la, a “nossa Rosinha”, como a chamamos,com muito carinho, me disse, ser o verbo no imperativo: “VIVA”, como determinação ou aconselhamento,ou “Viva“ como forma de “levar a vida”...




Bem, perdi o contato com esse amigo querido, mas ambas as formas verbais me faziam sentido.

Passado algum tempo, em uma loja de perfumes, novamente perguntamos e a resposta foi: “Não veem, mais aqui para o Sul”... Bingo! Nessa hora, tive a certeza, que o perfume existia!

Meu pai, estava em Foz do Iguaçu, adoentado e meus manos, (mano e cunhada), sabedores dessa curiosa história, me levaram ao Shopping Monalisa, onde lá enfim vi o frasco que havia visto em sonho, e também o perfume... Chorei...



Não sei o que existia entre eu, esse amigo e o perfume, mas havia ou há algo que nos une há muitos séculos.

Trouxe o perfume, que meu mano e cunhada me deram, e o usava só em ocasiões super especiais, pois na loja, tinham versões de apenas 30 ml...
Passado o tempo, encontrei no site da antiga Sacks, o perfume, até que saiu de linha, e a Molyneux, cria um similar chamado “Quartz”, que uso até hoje, apenas em ocasiões especialíssimas.



É parecido o aroma, apesar de mais acido, mas não fico sem esse perfume...

Cada um de nós pode interpretar como bem quiser, os perfumes e aromas que fazem uso... Esse cheira saudade... De um tempo? De algo que vivi? Ou de algo que desconheço, para meu bem, esquecer?

Sei lá... A vida é assim, cheia de mistérios ou da nossa incapacidade de desvenda-la...



Abraço Fraterno,

Mara Bahia.

25 de julho de 2013

A Gamela: O Avô, o Pai & a Criança...

Queridos, olá...

Vou “escrever” um conto que meu pai, me contava...

“Certo fazendeiro, possuía inúmeros bens, e morava em uma estância juntamente com seu pai idoso, antigo senhor das propriedades, a esposa e um filho de cinco anos.

Uma vez, ao café da manhã, o pai ao sorver seu café faz barulho com a boca, o que faz a nora reclamar com o marido, a vergonha que passariam se houvesse visitas na Casa Grande. A criança ouvia atenta, então, passou o avô, a tomar café na cozinha, e interrogado pelo menino, o pai diz ser melhor para todos, evitaria constrangimentos.



E passa o tempo...

Um dia ao almoço, o velho pai, sorvendo sua sopa, e faltando-lhe dentes, torna a fazer barulhos, o que acaba depois de “o velho pai” ser repreendido pelo filho, tudo isso aos olhos do menino, deixa cair, nervoso, o prato de porcelana que continha o caldo.

Após nova discussão, sob olhar atento da criança, manda o filho, que seu empregado, fizesse uma gamela funda de madeira, e esse seria o “prato”, de seu pai dali em diante.



Após a refeição, o pai sai a caminhar com seu filho, pela mão e não percebe a dor e o triste silêncio de seu pai idoso isolado...

Quando chegaram a um monte onde toda a terra da enorme fazenda se perdia, diz, este orgulhoso a seu filho: “Veja meu filho, tudo isso era de seu avô, agora é meu e depois será seu !!”

O menino corre feliz em direção a pedaços de madeiras que serviriam para lenha e tirando afoito um pequeno canivete do bolso, passa a cavoucar, aquele pedaço de madeira.
O Pai surpreso pergunta o que ele fazia, ao que a criança radiante responde: “Pai, já estou fazendo a sua gamela!”...


O que se passa então, além do choque do pai, é a reflexão do trato com o Avô, e o que faria para consertar na mente de seu filho, o que já estava deturpada por ele mesmo.

Assim, é a vida, os jovens de hoje, serão os futuros idosos de amanhã e terão como missão, no ciclo natural da existência a tarefa de zelarem seus filhos, e esses seus pais, avós, e seguirá a vida...

O que mais importante na vida, é não o dizer, é o fazer, não é indicar, é exemplificar, não é repreender, mas esclarecer com carinho, e isso esta se perdendo...



Ontem, ouvindo o discurso fraterno e meigo do Pontífice da Igreja Católica Romana, ele abordou, com doçura essas duas pontas da existência humana: A juventude que energiza positivamente a egrégora planetária nesses dias de encontros, e os e as idosas, que por viverem mais devem ser respeitadas, e respeitados, como se vê no Oriente.

Os jovens hoje, serão idosos amanhã, e mais sábios com certeza, apesar da fragilidade física.



Se não morrermos antes, chegaremos lá, e o legado? Sim o nosso legado?
A gamela? Ou o respeito, que dignifica, e eleva, sempre pelo Amor.




Fraterno Abraço,

Mara Bahia.

22 de junho de 2013

Saudades ...

Amados meus, 

Quem não as tem? E muitas vezes são de coisas, fatos, aromas, pessoas e perfumes e sabores.
Esses, nos remetem a etapas vividas boas ou más, depende da forma como as percebemos.

Imagine, um perfume em um dia que foi especialíssimo em sua vida, ou mais que um dia uma etapa de sua vida, e depois saiu de linha ou você encerrou seu uso junto com essa fase, e o tempo voa!



Passados anos, lá não sei o porquê, a empresa lança no mercado novamente o tal perfume, e você leva aquele jato terrível de spray, no rosto, quando desprevenida, risos, e a vendedora quer que “conheças”, a nova marca já aconteceu comigo... risos, eu comprei, e retomei o uso, Curou!

Quando fiz 15 anos (há pouco tempo, risos), ganhei um perfume que era na época para meninas –moças (olha só).

Nessa fase usei muito, e marcou essa etapa e quem deu, o tal perfume .



Uma vez eu e minha irmã, estávamos no Centro, em uma época difícil emocionalmente para mim, e ela me fez entrar nas Americanas, para revirarmos a seção de cosméticos, e lá estava o perfume, se ela ler, vai lembrar!risos.

A vendedora, simpática quis nos empurrar inúmeros produtos de beleza e eu mexendo para abrir o vidro de perfume ,do mostruário creio, estava fora da caixa, arranquei a tampa do vidro, e minha irmã,de forma rápida e que me fez rir, depois de muito tempo, olha para a vendedora com corretivo (mais coisas) e esfregando o rosto, enquanto me puxava diz ,nós temos a cútis perfeita ,não precisamos corretivo...risos!



Foi muito engraçado o contexto geral da cena, o cheiro dos meus 15 anos, a fuga em pânico, arrastada, ela dando explicações, e o riso que naquele dia, me libertou a alma.

Assim, ocorre com sabores, se você experimentar um tipo de doce ou salgado, em qualquer momento, vai levar para sempre aquele sabor, creio estar representado assim, o sabor das comidas saborosas de avós e mães, que tanto lembramos... A carne de panela de minha mãe, o aroma do café Melitta... Saudades...



Eita, quantas coisas boa, e as músicas? Roberto Carlos, que tem uma para cada história, feliz ou triste, de amores, e da vida.

Eu tenho a minha, “Emoções”...Você com certeza tem ou  terá! Um dia desses, meu filho dedicou a sua noiva, cantando: “quando ela passa todo mundo se agita...” e, ela feliz....legal! 

Sempre terá.



E, para concluir esse texto que pretendo ser leve e, contraponto a tantas coisas menos leves que a imprensa nos mostra.  

O gesto carinhoso do afago, de uma mão de criança, em seu rosto?

Nossa, lembra tantos afagos, passados, presentes e futuros!

Espero que você receba muito, pois nada mais puro.





Abraço fraterno!

Mara Bahia.

24 de abril de 2013

Textos... um chá, uma lembrança e várias conversas...

Olá...

É interessante, como a nossa visão de importância, ou de ser o mais real dentro da aparente irrealidade, nos surpreende nas leituras o interesse nos textos.

Como já postei em outras vezes, nem sempre escrevo o que espero, o texto se modifica entre meus dedos e como só leio quando corrijo, muitas vezes percebo ser bem diferente que o imaginado.

Bem, quando escrevi sobre elementais, ou seres da natureza, eu achei que despertaria mais interesse que os elementares, até porque, apesar de parecer ficção ,a existência dos elementais, é provado, dentro do que “acredita-se”, por várias culturas, e épocas e se perceberem, muitos já os tivemos em trabalhos, dentro da umbanda na própria evocação as sereias dos rios, mares e lagos...

Mas o texto elementares chamou mais atenção, pela crença de que o ser humano ,não pode regredir ,o que não é verdade.

Sabe-se que pode involuir até apenas o princípio do chacra coronário como um cordão umbilical de ligação com o criador,na forma de um ovóide pouco maior que um ovo de pato, e menor que um ovo de ema.

Entretanto, esse processo, leva séculos para acontecer, e também depende da forma como esse espírito degenerou-se a tal forma.

Não há injustiças na Lei Divina, logo a colheita sempre se assemelha a semeadura...
A capacidade fantástica de amar ,se invertida para odiar, vai deformando, a forma perispiritual até essa degradação.

Mas já falei, sobre esses seres, e que apenas através  restabelecem sua forma perispiritual de forma lenta e gradual, a partir das reencarnações, e da aceitação de seus futuros pais terrestres,deles próprios, e  a capacidade de amarem-se.


Termos filhos perfeitos, é o sonho de cada casal que concebe, porém nem sempre isso acontece.

Conheci, por intermédio de minha mãe ,quando fazia meu enxoval para casar-me, um anjo em forma de mãe, que acolheu em seu corpo e coração cinco filhos homens, que tinham graus de deficiência física e mental, em graus diversos.

Ela era esposa de um empresário, mas como esse “muito raramente”, ia até a residência, pois viajava muito, dava-lhe suporte financeiro e, o prazer de revender roupas de cama, banho, mesa, para amigas para que se distraísse e ao mesmo tempo ficasse junto aos filhos, que com alegria enorme nos recebiam a cada visita, até ter completado minhas necessidades para construir minha casa,e torná-la em lar.

Era incrível a harmonia daquela família, que apenas tinha o filho caçula "normal", e era seu anjo de luz a acarinhar e cuidar também da mãe ,junto a 4 pessoas auxiliares, que diminuíam naquele pai ,o remorso de não estar ali...

A casa era linda, bem ampla para cadeiras de rodas, e circulação de tantas pessoas .

Mas sentíamos, na conversa (possível) por meio de sinais, e alguns sons, algumas palavras de outro, a capacidade de raciocino e expressão de outro, que as compras que fazíamos alegrava a todos, que de uma certa forma me auxiliaram ,e a minha mãe nas nossas escolhas e compras.


Eram seres especiais, tive piedade do pai. A casa era um Lar ,eles haviam aceitado as limitações que a encarnação exigia de cada um ,e a cada dia a mãe, que havia me encantado pela doçura no tratamento individual e coletivo, lia para eles.

O que possuía maior grau de dependência física, na hora em que ela lia, livros de auto ajuda e lições de Jesus, dormia ,e com toda certeza afirmo, ouvia em espírito, e acordava sorrindo .

Os demais se expressavam e sempre que íamos lá, nos convidavam a ir perto das 18 horas, quando acontecia a leitura.

Não sei, o quanto durou a prova de cada um, mas creio, que por informações de amigos, hoje, apenas 3 estão vivos na matéria, e o seu caçula lhes deu netos e sobrinhos.

Poderia falar mais sobre essa família, amada por quem os conheceu, pela alegria de estarem vencendo as suas provações.

Creio que a sabedoria Divina, antecipando, a fraqueza que teria o pai no labor junto a seus filhos, o proveu de muitos bens, para que mesmo ausente, nada faltasse a aqueles que tenho certeza, talvez de forma dolorida, os amava de “seu jeito”.


Lembro-me de ver o mais velho com 25 anos, outro 23, outro com 20 outro de 18 e o caçula 15.

De uma coisa eu tenho certeza, muitas vezes, contou-nos ela, recebia criticas cruéis de ter tido “tantos” filhos deficientes...

Ela apenas sorria e calava, pois melhor que qualquer um, sabia que a cada vinda ao físico, viriam em melhores condições, e por diversas vezes a ouvi, juro que emocionada, a afirmação do quanto talvez ,fosse responsável por tê-los nesta etapa ,em provação tão severa.

Seres raros assim, nos encantam e fascinam,ela sempre sorrindo facilitava, a quem comprasse o que vendia ,para novos lares, enfeites,e adereços,pois percebia  a alegria dos filhos,na ajuda as nossas decisões,e a faziam feliz, enquanto tomávamos chá de laranjeiras, e beliscávamos,biscoitos, junto a esses mestres de vida,que sem perceber, fazíamos felizes.

Um excelente dia, Abraço Fraterno,
Mara Bahia