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2 de setembro de 2013

Falando Sobre a Apometria...

Queridos, olá!

Iniciando, ao falar nessa técnica, devo lembrar quem, a iniciou antes da década de 80, quando por intermédio de meu pai, tive a oportunidade de conhecer, e receber de presente do autor, Dr. José Lacerda, o Livro intitulado “Espírito e Matéria, Novos Horizontes para a Medicina”, onde, além de falar e explicar a técnica, faz relatos impressionantes de casos, que ele e uma pequena equipe,  trabalhavam e seus resultados obtidos, inicialmente no Hospital Espírita, depois devido ao fato de aceitarem “Caboclos” e “Pretos Velhos”, em trabalhos, são “convidados a mudarem de local”.


Na época, meu pai levava um amigo para ser atendido lá, e eu tive o convite e a autorização, dos meus mentores, para aceitar o convite, e assistir aos trabalhos.

A técnica, se assemelha a uma regressão, através do estalar de dedos e a cada estalar dos dedos, significa um número, que nunca chegou a mais de dez, e ele ia levando a pessoa de forma CONSCIENTE, como se estivesse assistindo a um filme, de seu passado Espiritual, até chegar no fator motivador de traumas, pânicos e doenças (emocionais e físicas), e pode-se dizer, desatar esse “nó”, que impedia a pessoa de continuar a “regressão”, vou me referir assim, para ficar, mais claro à todos...



Na verdade, esses trabalhos, aconteciam em no máximo 5 pacientes, em uma manhã de sábado, e no tempo restante, era efetuado, outro tipo de trabalho (apenas dos médiuns da equipe), onde eles travavam “confronto espiritual”, com espírito trevosos, através de mapas e localização, feitas por um engenheiro cartográfico, que trabalhava na equipe, e atendimento aos espíritos aprisionados, que com a permissão do Alto, bombardeavam com a energia etérea, que causavam neste grupo, a visão e percepção, que jamais havia visto, em uma equipe como aquela.

Bem, a questão, que eu quero dar ênfase, neste texto, é que, aquilo que eu vi, trazido ao físico, por esse médico e médium (Dr. Lacerda), era fantástico e emocionante, e também era a capacidade de levar a pessoa, há até 4 encarnações, ou mais, e trazê-los curados, até seu tempo real, e segundo, eu soube por ele, apenas poucos eram feitos mais de um atendimento, ou seja, em uma “sessão” o “problema” em questão era sanado.


Mas com o tempo ,ele partiu, e apometria ,passou a ser feita como água, e muitas vezes por pessoas despreparadas, que ouviram como era feito, e faziam, como muitas vezes se vê a questão da abertura de Chacras, por "ai a torta e a direita"...

O que acontece, na Apometria, é que o perigo de levar alguém, até uma ou duas encarnações (ou até mais), dependendo do preparo de quem executa, é achar o “nó cármico”, e não desfazê-lo, deixando a pessoa, fora do “ar”, e quando, recebíamos, no Templo, onde trabalhei, pessoas com o aspecto de “zumbis”, que pareciam drogadas. Muitas vezes, eram necessários muitos atendimentos, para trazer esse Ser a razão, quando este não desistia, e não mais aparecia, pois a família, desistia de acreditar!



Sempre, que dava “errado”, encaminhavam, essas pessoas para outros Templos, e aparecia, seguidamente, cada vez mais casos.

O problema é, que tem gente, não preparada, que quer se sobressair,entre os demais, inventam rituais ou usam nomes como Apometria, para tentarem serem como esse Espírito luzeiro, que trouxe ao físico, uma forma de trabalho, que apesar de bela, exige de quem o faça, mais conhecimento do que se vê ainda hoje...


Enfim, creio, que antes de exercitar a técnica, deve ser desenvolvido, um estudo sério, pois, brincar com a espiritualidade do Outro, com certeza, trará para quem o fizer, a lei da causa e efeito, de forma rápida e direta!

Você pode perguntar, o que eu acho:

“Sugiro, que não se brinque com o desconhecido, pois, eu pelo pouco que vi, não gostaria, de ter tal responsabilidade sobre meus ombros, pois, particularmente, não conheço nenhuma pessoa e/ou templo, que hoje, faça esse tipo de trabalho”.


Concluindo, alguns anos depois, meu marido, teve como colega de trabalho, uma pessoa, que faziam parte desse grupo com a sua esposa, e saímos para jantar... Eu fiz um comentário, que a meu ver, a “Espiritualidade é Alegre”... Ambos entreolharam-se, e de forma melancólica ouvi dele: “Depende Mana, de onde somos chamados a servir...”.




Fica a reflexão!
Abraço Fraterno & Ótima Semana
Mara Bahia.

2 de julho de 2013

Umbanda Real: As Forças...

Queridos...
Iniciando a falar sobre Orixás, Entidades Divinas da Natureza, temos que iniciar lembrando que o culto ao Seres da Natureza é mais antigo na África, do que remonta no planeta a vinda de Jesus.



Os africanos, possuem cerca de 800 Orixás, em todo o seu continente, onde, quando da revelação do Caboclo das Sete Encruzilhadas à Zélio Moraes, escolhe doze, que acabam sendo simplificados pelo mesmo com o consentimento deste, por 7 que, deixando os demais ligados a forças que os complementaram.
Não há ai nenhuma falta de respeito ou valorização de uns sobre outros, mas sim, sendo a Umbanda, uma religião que visa à simplicidade, não haveria ritos, que complicassem e sim facilitasse o seu entendimento.
Para que fosse possível, ater-se a essa idéia, determina o astral, aos umbandistas da Umbanda Real, a divisão das Forças de irradiação em Sete (7), principais, e a cada uma delas com sete legiões onde se intercalam os demais Orixás.
Você pode pensar mas e “eles”? Não se sentem menosprezados: Certamente que não, pois Mestres venceram a si e a nós encarnados, nas vaidades, invejas e ciúmes.
Simplesmente, a cada um foi dado uma atribuição que é complementada por outros e assim por diante visando à evolução da humanidade, já superaram as nossas “humanidades menos felizes”.
Bem, essa escolha do Senegal, como pais de referência, justifica-se pelo fato de na fundação da Umbanda Real no Brasil, ser a mais direta.
Sete Linhas, Sete Forças que irradiam energia, e dentre elas seus locais de força.


A primeira linha de Oxalá,ou seja, Cristo dentro da aculturação, irradia a Luz Solar, local onde fica Aruanda. E nosso olhar humano recebe a luz da vida, mas não se iguala a encará-los, por força maior baixamos a cabeça. É morada dos “libertos da Reencarnação”.


A segunda força da Umbanda, tem seu centro de irradiação de força no Mar, onde Yemanjá ou Iemanjá, irradia, até a faixa onde as ondas se formam, pois dali para frente, forças combatentes, resguardam a Rainha do Mar, cujo nome significa “Mãe dos peixinhos”, no qual o ser humano também se enquadra. Os combates no mar, entre seres trevosos e luminares, ocorrem constantemente pois ali se desmancham trabalhos de todas as formas maléficas que o mal pode criar. São Tritões e Sereias Guerreiras que ali administram.


Na terceira linha de Umbanda, temos a linha de Ogum, que como forças militares que são, atuam, como defensores, das cinco linhas restantes, pois a cada linha existe uma linha de ogum correspondente.
Vejam, Ogum Sete Ondas, atua no mar, assim como Ogum Megê atua na terra e no Mar, Ogum Rompe-Mato nas matas, e não possuem um centro de irradiação fixo, como as demais cinco .


Na quarta linha, temos a de Oxossi, na figura do guerreiro e defensor das matas, tem seus guerreiros e flecheiros nas figuras indígenas representativas do Cacique Sete flechas, Caboclo Araribóia, Cobra –Coral... Já Ogum das Matas, assim como as Falanges de Jurema das Matas Virgens e Jurema Flecheira, que se apresentam na forma de Amazonas, e entidades que lidam com a cura, ou seja, seu centro de irradiação esta centrada nas matas.


Na quinta linha, temos, Xangô, na regência que possui,diversos locais de atuação sendo que Xangô da Pedreira, irradia das grandes pedreiras e possui como guardião também, Ogum Rompe Mato, Ogum das Sete Pedreiras, que muito pouco é evocado....quase sempre no ponto cantado de Xangô. Temos também, Xangô do Fogo, que atua no processo de cura, através da chama invisível.
Alias, essas três Entidades Guerreiras, se apresentam quase sempre com entidades que trabalham nas três linhas de força de acordo com a necessidade. Por exemplo, Caboclo Cobra Coral e Caboclo Sete Flechas, trabalham nas linhas de Oxóssi e Xangô, e assim muitas outras entidades, se unem na fraterna tarefa de se elevarem, elevando o homem seu irmão, na criação junto.


Na sexta linha, temos a doce regência de Oxum, que vibra nos rios, lagos e cachoeiras, e ali temos Ogum Beira Rio, Ogum Das Águas, e em todas as linhas, Ogum de Ronda, que guarnece aqueles que os evocam, principalmente realizam a guarda de templos e médiuns.


Na sétima linha, regida por Omulu, temos as entidades que fazem com que as determinações cármicas se cumpram, de acordo com as determinações dos Senhores do Carma, que atuam na linha de Xângo. São Guerreiros, que muitos temem e chamam de Exus, como representação do mal, como se vê nas imagens das “Floras”, com representações demoníacas. Isso só demonstra ignorância e atraso de alcance humano, pois os que atuam nessa linha, trabalham para o bem do ser encarnado, contra essas sim, forças do mal, que não vou enumerá-las, por não trabalharem na LINHA BRANCA DA UMBANDA REAL, e não evocá-los, apesar de saber que existem, e se alegram com a desgraça humana temos “AS SETE ESPADAS DE OGUM,PARA DEFENDER-NOS DO MAL!”
Salve esses Mestres luzeiros e também, seus Caboclos, Pretinhos e Pretinhas Velhas assim como Ibejês e suas Ordens.
Voltarei neste assunto...
Entendam, que não há submissão entre as sete forças, e suas sete legiões e sete sub-legiões, e sim uma enorme organização, respeito, delimitação de funções e de níveis de vibração.
Espero ter dado uma visão geral, sobre as Sete Linhas Da Umbanda Real, e sei que faltou falar de Iansã, Nana e Oxumaré.
Em um próximo, texto colocarei seus locais de forças, tarefas e descrições.
Ah, hoje a religião com maior número de adeptos no Senegal, é o Islamismo.



Abraço Fraterno,

Mara Bahia.